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O Governo moçambicano foi forçado a adiar o início do ano lectivo 2026 para o final de Fevereiro, devido aos elevados níveis de degradação das infra-estruturas provocados pelas recentes inundações. No entanto, o Executivo admite agora que, devido à magnitude dos estragos, nem todas as escolas estarão em condições de retomar as actividades na nova data prevista. De acordo com os dados oficiais, dos 98 centros de acolhimento activos para as vítimas das cheias em todo o País, cerca de 80 funcionam em estabelecimentos de ensino, factor que a Ministra da Educação e Cultura considera um condicionante crítico para o arranque efectivo das aulas.
A Ministra Samaria Tovela detalhou a gravidade do cenário, destacando que mais de setecentas escolas se encontram numa situação ainda difícil devido à persistência das chuvas. A governante sublinhou que a população afectada inclui não apenas a comunidade estudantil, mas todos os intervenientes do processo de ensino-aprendizagem, com maior incidência nas províncias de Maputo e Gaza, além de alguns distritos de Sofala.
“Nessas escolas, estamos com mais de setecentas que se encontram numa situação ainda difícil, por causa das chuvas em que nos encontramos. Por outro lado, temos um número elevado de população afectada. Estamos a falar da população estudantil e de todos os intervenientes do processo de ensino aprendizagem, entre eles os nossos alunos e também os nossos professores, com maior intensidade ao nível da Província de Maputo, Gaza e de alguns distritos de Sofala,”disse.
Para mitigar o impacto desta crise, o Ministério da Educação e Cultura equaciona a implementação de horários ajustados, permitindo que os alunos frequentem as aulas de forma sequencial enquanto se aguarda pela reabilitação das infra-estruturas. Samaria Tovela afirmou ainda que o Executivo está focado na mobilização de recursos financeiros para avançar para a fase de reparação pontual, garantindo que as crianças possam usufruir de um ambiente de estudo saudável.
A estratégia governamental passará pela priorização dos alunos do ensino primário, dada a vulnerabilidade desta faixa etária e a impossibilidade técnica de leccionar em condições precárias ao ar livre. A ministra reforçou que o ajuste de horários é a solução imediata para garantir a presença física nas salas de aula ainda funcionais, evitando que os estudantes sejam submetidos a ambientes de ensino inadequados.
“Vamos priorizar os alunos do ensino primário, porque efectivamente não há condições para estudarem debaixo de árvores. Vamos ter de nos ajustar e criar horários razoáveis que permitam que as crianças estejam na sala de aulas, para não passarem por condições que efectivamente não são possíveis,” afirmou Tovela.



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