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A presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, reconheceu esta quarta-feira a existência de casos de desvio de alimentos destinados às vítimas das inundações em alguns centros de acolhimento no país. Em declarações à imprensa, Meque apelou à colaboração da comunicação social e da sociedade para denunciar eventuais irregularidades na distribuição da ajuda humanitária.
Edmilson Mate
Segundo a dirigente, o INGD valoriza as denúncias relacionadas com o desvio de doações e considera fundamental o envolvimento público no controlo do processo.
“Nós elogiamos bastante estas divulgações que possam ser feitas de desvio das doações e contamos também com o apoio da comunicação social para que nos façam chegar estes casos”, afirmou.
A responsável acrescentou que actos desta natureza comprometem o espírito solidário que motiva a entrega de ajuda às vítimas de calamidades, referindo que não é justo que o gesto de solidariedade seja prejudicado por pessoas que tentam tirar proveito das doações destinadas aos afectados.
Questionada sobre os mecanismos de fiscalização para evitar o roubo de produtos alimentares e outros bens, a dirigente explicou que a monitoria não é apenas responsabilidade da instituição, defendendo que toda a sociedade deve participar na fiscalização. Meque avançou ainda que qualquer cidadão que esteja nos centros de acolhimento deve acompanhar o processo de distribuição e denunciar irregularidades às autoridades ou às entidades responsáveis pela gestão dos locais, reforçando que o envolvimento da comunicação social é essencial para garantir transparência e responsabilização.
Relativamente às famílias atingidas pelo recente ciclone que afectou a província de Inhambane, sobretudo nas zonas costeiras, Meque afirmou que continua em curso o levantamento dos danos e do número total de afectados. De acordo com a responsável, durante a passagem do fenómeno, as autoridades realizaram campanhas de sensibilização e mobilização para retirar as populações das zonas de risco, encaminhando-as para locais seguros. Após o término do ciclone, as famílias começaram a regressar às suas residências, mas apenas depois de avaliações técnicas que garantissem condições mínimas de segurança, enquanto prossegue o trabalho de assistência e acompanhamento às populações afectadas



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