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O ministro da Saúde, Ussene Isse, reconheceu que Moçambique enfrenta um défice crítico de profissionais de saúde, com apenas cerca de 58 mil técnicos disponíveis face a uma necessidade estimada de aproximadamente 160 mil, o que representa uma lacuna superior a 100 mil trabalhadores no sector.
Segundo Isse, apesar dos avanços registados nas últimas décadas, incluindo a triplicação do número de profissionais, o país continua longe de atingir as metas universais na área da saúde: “Estamos com uma lacuna nesta componente de profissionais de saúde”, afirmou, sublinhando a gravidade da situação.
O ministro alertou ainda que o défice é agravado pela fuga de quadros do sector público para o privado, fenómeno que compromete os esforços do Governo em expandir e melhorar os serviços de saúde. Mesmo com o investimento na formação, muitos profissionais acabam por abandonar o sistema nacional em busca de melhores condições de trabalho.
“Formamos muitos, mas muitos deles acabam por sair para o sector privado. Também temos o desafio da retenção e da motivação dos profissionais de saúde. Esses quatro ou cinco desafios são desafios que temos de olhar com muita atenção para poder corrigir esta situação”, declarou.
Vale salientar que, os profissionais de saúde, de forma recorrente tem paralisado as actividades várias vezes devido ao ao não pagamento de horas extras acumuladas desde 2023 bem como pela reivendicaçaõ das melhores condições de trabalho. Segundo a classe (APSUM), A greve já provocou mais de 1800 mortes em apenas dois meses e, mesmo assim, decidiu que prolongar a paralisação por mais 30 dias.



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