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O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos chumbou a proposta do nome do novo partido de Venâncio Mondlane, Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autônomo (ANAMALALA). Para o Executivo liderado por Daniel Chapo, o ANAMALALA, termo macua que significa acabou, basta ou chega, não é abreviatura fiel da designação da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autônomo e, por outro lado, promove divisionismo.
A Direcção Nacional de Assuntos Jurídicos e Constitucionais, segundo o Canal de Moçambique, elaborou um documento de três páginas para justificar a reprovação do ANAMALALA.
A instituição chancelada pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, entende que a palavra ANAMALALA não deriva da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autônomo não tem nenhuma ligação com a Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autônomo.
Ainda no rol dos argumentos para reprovar a proposta do nome do novo partido de Venâncio Mondlane, Direcção Nacional de Assuntos Jurídicos e Constitucionais que ANAMALALA tem significado linguístico macua, ou seja, acabou, basta ou chega, advertindo que os partidos políticos não devem ter significados em línguas nacionais.
Aliás, o Executivo, segundo a fonte que temos vindo a citar, refere que usar línguas e nomes nacionais para designar partidos viola a Constituição da República, uma vez que viola a unidade nacional e não contribui para a paz e estabilidade.
No entanto, as alegações da Direcção Nacional de Assuntos Jurídicos e Constitucionais contrariam o que está plasmado na Constituição da República que defende que “o Estado valoriza as línguas nacionais como patrimônio cultural e educacional e promove o seu desenvolvimento e utilização crescente como línguas veiculares da nossa identidade”.
Refira-se que foi notificada no dia 28 de Maio para mudar o nome do partido, sendo que tem um prazo de 30 dias.



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