Aministia Internacional insta PGR a investigar suposto envenenamento de Selma Inocência

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Na sequência da denúncia da conceituada jornalista sobre o suposto envenenamento que foi alvo na sua última estadia em Moçambique, a Amnistia Internacional apela às autoridades moçambicanas, concretamente a Procuradoria – Geral da República, a investigar urgentemente este caso e, sobretudo, condenar os ataques contra jornalistas.

“No 27 de Julho, a jornalista Selma Inocência Marivate relatou à Anistia Internacional que suspeita ter sido envenenada com metais pesados durante uma viagem de trabalho a Maputo, capital de Moçambique, em março de 2025. Pouco depois de retornar à Alemanha, onde atualmente vive e trabalha, ela ficou gravemente doente e, posteriormente, testou positivo para substâncias de metais pesados em concentrações clinicamente inexplicáveis. Selma Inocência Marivate está em estado crítico enquanto se submete a tratamento intensivo para remover os metais tóxicos do sangue”, refere a Amnistia Internacional.

Por considerar que o suposto caso de envenenamento de Selma Inocência é uma clara violação dos direitos humanos, aquela organização sem fins lucrativos enviou uma carta ao Procurador – Geral da República mostrando sua preocupação com o sucedido.

“Escrevo para expressar profunda preocupação pela jornalista moçambicana Selma Inocência Marivate, de 42 anos, que, em 27 de Julho, relatou ter sido vítima de intoxicação por metal tóxico durante uma visita de trabalho a Maputo, Moçambique, em março de 2025. Em 02 de Março, Selma Inocência Marivate viajou da Alemanha, onde reside e trabalha, para Maputo para facilitar um treinamento de uma semana para jornalistas locais. Ainda em Moçambique, ela relatou ter sentido que sua segurança poderia ter sido comprometida, o que a levou a deixar o país em 06 de Março, antes do planejado”, lê-se na carta.

Baseando-se no depoimento da vítima, ou seja, Selma Inocência, a Amnistia Internacional sustenta que o envenenamento ocorreu durante a estadia da mesma em Moçambique, tendo lembrado que não o primeiro caso, uma vez em Dezembro do ano passado o coordenador da Plataforma DECIDE, também relatou suspeitas de envenenamento em Maputo, apoiadas por evidências laboratoriais.

Perante estes acontecimentos que chocaram o mundo, a Amnistia Internacional apela às autoridades moçambicanas, concretamente a Procuradoria – Geral da República, a investigar urgentemente este caso e, sobretudo, condenar os ataques contra jornalistas.

“Exorto-vos a garantir uma investigação rápida, independente e imparcial sobre a suspeita de envenenamento de Selma Inocência Marivate, com o objetivo de responsabilizar os responsáveis. Exorto-vos ainda a condenar publicamente quaisquer ataques ou ameaças contra jornalistas e defensores dos direitos humanos em Moçambique, garantindo que as liberdades de imprensa e, de forma mais ampla, o direito à liberdade de expressão sejam respeitados e protegidos”.

Por outro lado, aquela organização sem fins lucrativos refere que durante e após o período eleitoral membros oposição e jornalistas foram alvo de perseguição.

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