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O partido Nova Democracia defende que não existem condições morais e sociais para celebrações natalícias enquanto persistirem no País situações de extrema pobreza, conflitos armados, fome e salários considerados indignos. Sob o lema “ou todos ou ninguém”, a formação política sustenta que o Natal deve ser vivido como um momento de solidariedade nacional e não de festividade restrita a poucos.
Evidências
Em posicionamento público, a Nova Democracia afirma que a realidade vivida por grande parte da população moçambicana, marcada por condições de vida que classifica como desumanas, contrasta com o espírito de celebração. Por isso, o partido propõe a realização de um Natal solidário, com iniciativas comunitárias de apoio alimentar e social, envolvendo orfanatos, hospitais, prisões e famílias em situação de vulnerabilidade.
Segundo o líder da Nova Democracia, Salomão Muchanga, “não há motivos para festas enquanto persistirem situações de extrema pobreza, conflitos armados, fome e condições de vida desumanas”, sublinhando que o actual contexto social retira sentido às celebrações restritas a uma minoria.
O partido propõe que o Natal seja vivido como um momento de partilha e solidariedade colectiva. “Defendemos um Natal solidário nacional, com refeições comunitárias, acolhimento aos necessitados, envolvendo orfanatos, hospitais e prisões”, refere a formação política, acrescentando que devem ser promovidas “festas comunitárias com música, dança, donativos e oferta de presentes simbólicos”.
A Nova Democracia destaca ainda a situação de vulnerabilidade vivida por vários grupos profissionais essenciais. “Médicos, enfermeiros, professores, soldados, camponeses e até crianças vivem hoje num contexto de grande fragilidade social”, afirma, considerando que esta realidade “reflecte uma governação distante das reais necessidades do povo”.
De forma particular, o partido manifesta solidariedade com os profissionais de saúde. “Somos profundamente solidários com os médicos e enfermeiros que tratam feridas abertas dos pacientes, mas que não conseguem curar as suas próprias chagas da miséria salarial”, lamenta. Acrescenta ainda que estes profissionais “exercem a sua missão em condições de risco, expostos a doenças e contaminações, sem qualquer subsídio de risco ou cobertura adequada nos planos de saúde”.
A Nova Democracia conclui reiterando que “não há festa onde há guerra e fome” e apela a uma mudança de abordagem nas políticas públicas. Para o partido, “o desenvolvimento do País só será possível quando todos os cidadãos forem incluídos nas decisões e benefícios do Estado”.



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