Fevereiro e Março são o pico da época chuvosa em Moçambique e em 2024 não será diferente

Chuvas intensas colocam dez rios sob alerta máximo e ameaçam comunidades no centro e sul.

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Pelo menos dez bacias hidrográficas das regiões centro e sul do país estão sob alerta máximo devido à persistência de chuvas intensas, o que eleva drasticamente o risco de inundações e cheias ribeirinhas nas próximas horas. O país  encontra-se em estado de prontidão máxima face a este agravamento das condições hidrológicas e meteorológicas

De acordo com a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), a situação crítica abrange as bacias dos rios Maputo, Umbelúzi, Incomáti, Limpopo, Inhanombe, Búzi, Púnguè, Chire, Zambeze e Rovuma. Estes cursos de água apresentam níveis preocupantes devido ao escoamento proveniente das zonas a montante, combinado com a pluviosidade local.

Durante uma actualização pública, o chefe do Departamento de Gestão de Recursos Hídricos, Agostinho Vilanculos, sublinhou a gravidade do cenário e a necessidade de acções preventivas imediatas.

“A instituição continuará a monitorar de forma permanente a evolução dos níveis hidrométricos. Apelamos às comunidades residentes em zonas de risco para que se retirem preventivamente, de modo a evitar perdas humanas e materiais,” disse o responsável.

Em contraste com a severidade no centro e sul, o norte do país apresenta um quadro mais estável. Nas províncias da Zambézia, Niassa e Nampula, prevêem-se apenas chuvas fracas a moderadas. No entanto, as autoridades nacionais reiteram a necessidade de precaução extrema nas zonas de alerta vermelho, alertando para os perigos de descargas eléctricas e cheias repentinas que podem isolar comunidades.

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