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O líder do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, afirmou esta quinta-feira, em Maputo, que o Presidente da República, Daniel Chapo, terá gasto mais de 13 milhões de dólares em viagens internacionais no seu primeiro ano de mandato.
Mondlane falava durante uma conferência de imprensa em que abordou vários temas de natureza sociopolítica e económica. Segundo explicou, os cálculos foram feitos com base nas chamadas “27 viagens presidenciais”, incluindo o uso de aeronaves fretadas.
“Sobre as famosas 27 viagens, fizemos cálculos detalhados e chegámos a um valor de 13 milhões de dólares. Não é apenas o custo das viagens, mas também das aeronaves fretadas”, afirmou.
Para o líder do ANAMOLA, o Presidente da República deveria optar por voos comerciais, sublinhando que as deslocações realizadas em 2025 não trouxeram resultados concretos para o país.
“As viagens não trouxeram absolutamente nada. Não existe nenhum acordo em implementação, são apenas promessas. O mais grave é que não se conseguiu assinar nenhum acordo com o Fundo Monetário Internacional”, criticou.
Mondlane acrescentou ainda que o valor gasto nas viagens seria suficiente para pagar salários a cerca de 100 mil funcionários públicos que auferem o salário mínimo: “Só com o dinheiro destas viagens dava para pagar 100 mil funcionários públicos”, disse.
O político lembrou também que, aquando da sua tomada de posse, o Presidente da República prometeu uma poupança anual de cerca de 17 mil milhões de meticais, promessa que, segundo Mondlane, não foi cumprida.
“O que vemos é que não cumpriu com a sua palavra e, por isso, a situação que Moçambique atravessa actualmente pode piorar ainda mais”, alertou.
Na sua avaliação, passados doze meses de governação, o país continua sem uma visão clara e inovadora de gestão do Estado.
“Estão a gerir o Estado da mesma forma que um funcionário de guiché gere a receção de documentos: apenas carimba e entrega. É uma gestão puramente quotidiana”, concluiu.



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