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A petrolífera estatal chinesa CNOOC iniciará, em Março, a perfuração de blocos para a prospecção de hidrocarbonetos em Moçambique, no contexto das concessões do sexto concurso público. A confirmação foi feita pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, durante a conferência Mining Indaba na Cidade do Cabo.
As operações da Chinese National Offshore Oil Corporation envolvem as áreas offshore Save e Angoche, em parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos. Embora os contractos tenham sido aprovados pelo Conselho de Ministros em Março de 2024, a fase de perfuração efetiva arranca apenas agora. É importante notar que estes blocos são distintos das Áreas 1 e 4, onde se localizam os megaprojetos da TotalEnergies e da ExxonMobil.
Sobre o cronograma, o governante afirmou que os trabalhos “vão começar muito em breve. Em Março, começarão a preparar-se para iniciar a exploração”, detalhando que a fase inicial abrange entre cinco a seis blocos em águas profundas na bacia do Rovuma.
Relativamente a futuros leilões, Pale indicou que o Governo não planeia novas rondas de imediato.
“Agora não, porque pensamos que ainda há muitas áreas para negociações directas, que faziam parte da última ronda e que não foram desenvolvidas. Temos agora a oportunidade de continuar as discussões e de ver se encontramos outro potencial parceiro,” justificou.
Actualmente, o sector de gás em Moçambique conta com projetos de relevo como o Coral Sul, já em produção, e o Mozambique LNG, que retomou atividades em janeiro de 2026.



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