Receitas do gás canalizadas para a reconstrução de regadios em Gaza

DESTAQUE ECONOMIA
Share this

O sector da agricultura vai aplicar 200 milhões de meticais provenientes das receitas do gás natural na reconstrução dos regadios de Chókwè e Baixo Limpopo, localizados na província de Gaza. A garantia foi dada pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante a primeira reunião nacional da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) 2025-2029, que decorre na província da Zambézia. De acordo com o governante, que falava à margem do encontro, os fundos destinados à reabilitação destas infra-estruturas inserem-se no processo de reconstrução pós-cheias e deverão impulsionar a produção de arroz no país, sendo a recuperação considerada estratégica para aumentar a capacidade produtiva nas zonas de maior potencial agrícola da região Sul.

No que diz respeito aos cerca de 95% dos valores necessários para a reconstrução pós-cheias nos sectores da agricultura e pescas, Roberto Albino assegurou que o financiamento global já está garantido. Sem avançar os montantes totais, o ministro explicou que os recursos, que contam com o apoio de parceiros internacionais, estão a ser canalizados para a aquisição de insumos agrícolas e para a assistência directa aos produtores locais. O dirigente detalhou as acções em curso e apontou as limitações logísticas enfrentadas pelo mercado interno na resposta à crise provocada pelas calamidades.

“A nossa grande preocupação era repor insumos para os produtores. Fizemos o levantamento daqueles que sofreram os danos e, com base nisso, fizemos o plano de recuperação. Felizmente, conseguimos os recursos e já estamos a distribuir os insumos nas regiões afectadas”, disse o ministro.

Em jeito de esclarecimento sobre os desafios de abastecimento, acrescentou que “o mercado nacional não esteve à altura de poder fornecer todos os insumos de que nós precisamos. Tivemos de fazer a importação e, por exemplo, esta campanha de vacinação que está a ocorrer está a ser feita com recurso de parceiros. Nem Moçambique e muito menos a região tem vacinas suficientes, por isso estamos a trazer da Europa e da Ásia”, afirmou o titular do pelouro, confirmando que na Zambézia grande parte dos insumos já foi entregue aos beneficiários.

Promo������o
Share this

Facebook Comments

Tagged