Share this
O ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane acaba de ser notificado para o julgamento nos próximos tempos, depois de os cinco processos-crime em que é acusado, relacionados com as manifestações em reivindicação dos resultados das eleições gerais de 2024, terem sido remetidos ao Tribunal Supremo. Entre as acusações que recaem sobre o também líder do partido ANAMOLA constam crimes como incitamento à desobediência colectiva e instigação ao terrorismo, segundo a acusação deduzida pelo Ministério Público em meados de 2025.
A confirmação da referida notificação foi dada esta quinta-feira pelo próprio Venâncio Mondlane que declarou estar preparado para enfrentar o julgamento, sublinhando que considera as acusações parte de uma luta que classifica como “nobre”.
Falando através das suas plataformas digitais, Mondlane afirmou que recebeu informação de que o processo criminal que reúne cinco acusações já foi encaminhado para a instância judicial mais alta do País, em virtude de ser membro do Conselho de Estado. Segundo o ex-candidato presidencial, este momento era aguardado por si, uma vez que acredita que o julgamento poderá servir para expor as razões que, na sua perspectiva, motivaram a mobilização popular após o escrutínio eleitoral.
“Tenho informação de que o meu processo criminal, que envolve cinco crimes, nesta altura já foi enviado ao Tribunal Supremo. Eu estou pronto. Eu não via essa hora a chegar. Estou preparado para entrar na sala de julgamentos, sentar no banco dos réus e ser julgado por uma causa nobre. A causa de despertar um povo, a causa de lutar por um povo, a causa de lutar pela libertação de um povo”, afirmou Mondlane.
As declarações surgem num contexto político ainda marcado pelas tensões que se seguiram às eleições gerais de 2024, cujos resultados foram contestados por diversos sectores da oposição e por grupos da sociedade civil. As manifestações que se seguiram ao anúncio oficial dos resultados eleitorais ocorreram em várias cidades do país e foram, em alguns casos, acompanhadas por confrontos entre manifestantes e forças de defesa e segurança.



Facebook Comments