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O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, afirmou que as mudanças climáticas estão a impor desafios sem precedentes a Moçambique, com impactos cada vez mais severos sobre as infra-estruturas e as populações. Durante a abertura do simpósio de recursos hídricos pós-cheias de 2026, realizado em Maputo, o governante sublinhou que a dinâmica das épocas chuvosas e ciclónicas sofreu uma alteração profunda, exigindo uma adaptação urgente dos sistemas de saneamento e abastecimento de água.
O evento, organizado pela Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) no âmbito da semana da água, reuniu especialistas de diversos sectores e da meteorologia sob o lema “Promover Equidade de Género para Garantir Água e Saneamento para Todos”. A reflexão surge num momento crítico, após o país ter enfrentado novamente cheias e inundações intensas em várias regiões, fenómeno que tem afectado áreas habitacionais que anteriormente não eram consideradas de risco.
Ao analisar a evolução dos eventos extremos e a forma como estes têm fustigado o território nacional, Fernando Rafael destacou a crescente complexidade das intempéries que marcam a presente realidade moçambicana.
“O clima mudou. O risco aumentou”, disse o Ministro Fernando Rafael, enfatizando que, diferentemente de um passado bem distante, nas mais recentes épocas chuvosas e ciclônicas, os impactos têm estado a piorar.
O governante referiu que os eventos registados são cada vez mais intensos e complexos, afectando, inclusivamente, novas áreas habitacionais, o que obriga a uma revisão das estratégias de gestão de recursos hídricos e de ordenamento territorial. O simpósio assume-se assim como uma plataforma de capital importância para encontrar soluções que minimizem os danos causados pelas chuvas intensas e melhorem a resiliência do sistema nacional de águas.



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