Governo garante stock de combustíveis suficientes para mais de um mês previsto

DESTAQUE ECONOMIA
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O Governo assegura que o país dispõe, neste momento, de reservas de combustíveis suficientes para cobrir as necessidades de consumo por um período superior a um mês, apesar das pressões internacionais sobre os preços dos derivados de petróleo.

A garantia foi dada pelo secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, que explicou que o Executivo está a acompanhar com atenção a evolução do mercado internacional, tendo em conta que Moçambique é um importador líquido de combustíveis fósseis.

“Neste momento o país dispõe a de Stoks suficientes para segurar, portanto, as necessidades de consumo para o mês de Abril. Na intervenção anterior (…) falamos de 85 mil toneladas métricas que estavam em desembaraço, na medida que havia garantias bancárias associadas e foi possível assegurar o desembaraço deste combustível das terminais oceânicas para os reservatórios”, assegurou.

Segundo Tivane, o actual contexto geopolítico mantém-se instável, o que tem contribuído para a subida dos preços do petróleo no mercado internacional. Entre 1 e 30 de Março, o barril de crude foi transaccionado entre 114 e 118 dólares nas principais bolsas, pressionando os preços de produtos como “gasolina, gasóleo, querosene e combustível de aviação”.

Tivane avançou ainda que estão previstos novos carregamentos entre os dias 10 e 14 de Abril, com navios já programados para atracar nos portos de “Maputo, Beira e Nacala”. Estas entregas deverão aumentar ainda mais as reservas e garantir a continuidade do abastecimento.

Apesar do cenário considerado estável, o Governo reconhece ter registado, recentemente, uma procura anormal nos postos de abastecimento, sobretudo na cidade de Maputo. Na última sexta-feira, verificou-se uma corrida às bombas, motivada, segundo o Executivo, por factores psicológicos.

Dados indicam que o consumo diário normal de combustíveis na capital, estimado em cerca de 2 milhões, duplicou nesse dia, refletindo um aumento repentino da procura.

“Maputo consumiu, demandou 4 milhões toneladas e como deve imaginar,, isto causou  stress, sobre toda cadeia de distribuição desde os terminais até o retalho,  e naturalmente  esta situação eh eh terá provocado a escassez na algumas bombas, é natural, estamos no mercado competitivo. Há bombas que, esgotaram quantidade de combustível nos seus reservatórios, outras continuaram a fornecer, mas em termos líquidos, o mercado tem disponibilidade para assegurar a as necessidades de consumo interno”, sublinhou.

Portanto, o Governo apela à calma por parte dos consumidores e garante que continua a monitorar a situação, tanto ao nível do abastecimento como da distribuição no retalho, para evitar constrangimentos no mercado.

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