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- Evento reúne mais de 300 expositores e impulsiona aposta na industrialização
A abertura da sétima edição da Feira Económica de Nampula (FENA) voltou a colocar a província no centro das atenções económicas do país e não só, com o Governo a defender uma aposta mais agressiva na industrialização, na agregação de valor às matérias-primas e no fortalecimento do sector privado como motores para a geração de emprego e riqueza.
Evidências
A sétima edição da Feira Económica de Nampula (FENA) abriu oficialmente esta segunda-feira e decorrerá até ao próximo Domingo, reafirmando o papel da província como um dos principais pólos de dinamização económica do país, num contexto em que o Governo insiste na necessidade de acelerar a industrialização, reforçar a produção nacional e ampliar as oportunidades de investimento.
O certame, inaugurado esta segunda-feira pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, reúne cerca de 300 expositores provenientes de vários sectores de actividade, entre empresas públicas e privadas, pequenos empreendedores, artesãos e instituições, além de delegações de pelo menos seis províncias moçambicanas e representantes do Mali, Tanzânia e Brasil.
Sob o lema “Nampula, Porta Aberta ao Futuro”, a feira é encarada pelas autoridades como uma plataforma estratégica para a promoção de investimentos e criação de novas oportunidades de negócios, numa altura em que o Executivo procura dinamizar a produção nacional e reforçar a competitividade da economia.
Na cerimónia de abertura, Basílio Muhate destacou que a feira se tornou um instrumento relevante de catalisação do desenvolvimento económico, ao permitir a ligação directa entre diferentes actores do tecido produtivo. Segundo o governante, a FENA contribui para aproximar mercados, estimular o empreendedorismo e criar condições para a geração de emprego e riqueza.
“A FENA é um instrumento catalisador do desenvolvimento económico, ao reunir no mesmo espaço ideias, oportunidades, investimentos e negócios, fortalecendo o sector privado, estimulando a inovação e criando pontes entre a produção, os mercados e os investidores para a geração de riqueza e emprego”, afirmou o governante.
O ministro sublinhou ainda que o actual contexto macroeconómico exige uma maior articulação entre o Estado e o sector privado, defendendo o fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas, consideradas essenciais para a dinamização da economia nacional e para a expansão das cadeias de valor.
“O actual quadro macroeconómico exige um reforço da cooperação entre o Governo e o sector privado, com vista a fortalecer a resiliência da economia e criar condições para um crescimento sustentável”, afirmou, defendendo o papel central das MPME na economia nacional.
O governante destacou ainda o potencial de Nampula como base estratégica para o desenvolvimento nacional, sublinhando os seus recursos e infra-estruturas logísticas.
“Nampula dispõe de vasto capital humano, uma juventude trabalhadora e empreendedora, bem como abundantes recursos agrícolas, minerais, energéticos e turísticos, beneficiando ainda de uma localização estratégica suportada pelo Corredor de Nacala e pelo porto de águas profundas”, referiu Muhate.
“Nampula quer ser mais do que celeiro”
Por sua vez, o governador de Nampula, Eduardo Abdula, destacou a necessidade de a província deixar de ser apenas produtora de matérias-primas para assumir um papel mais activo na transformação industrial. Segundo afirmou, o objectivo é garantir que mais valor acrescentado permaneça no território, com impacto directo na criação de emprego e no aumento da renda das famílias.
“Nampula quer ser mais do que celeiro. Quer ser província de produção, transformação e exportação de produtos manufacturados”, declarou o governante, apontando sectores como o caju, o algodão e a economia do mar como prioritários para a industrialização.
O governador defendeu igualmente a melhoria das infra-estruturas de suporte à actividade económica, destacando o lançamento de programas de reabilitação e construção de estradas, com cerca de 618 quilómetros previstos no âmbito do programa “Estrada Segura 2026-2031”. Para Abdula, a melhoria das vias de acesso é determinante para reduzir perdas na produção agrícola e facilitar o escoamento de bens.
Ao longo da semana, a FENA deverá receber mais de 10 mil visitantes, consolidando-se como uma das maiores montras empresariais da região Norte. Para o Governo provincial, o evento representa uma oportunidade concreta de aproximação entre investidores e empreendedores locais, num esforço para transformar o potencial económico de Nampula em resultados tangíveis de desenvolvimento.
No conjunto, a feira é vista como um espaço privilegiado de promoção de parcerias, expansão de negócios e afirmação do papel estratégico da província no crescimento económico de Moçambique, num momento em que o país procura reforçar a sua capacidade produtiva e atrair mais investimento para sectores-chave da economia.



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