A Associação para a Regeneração e Reinserção do Jovem Recluso (APREJOR) diz ter sido com satisfação que recebeu a informação, constante do Plano Nacional de Vacinação, dando conta que a segunda fase do processo de imunização irá contemplar os reclusos e funcionários das prisões, entrando, deste modo, no leque dos grupos prioritários.
A reacção daquela plataforma de indivíduos que ajudam activamente na regeneração e reintegração do jovem em situação de reclusão, surge dois dias depois do primeiro-ministro, Agostinho do Rosário ter lançado o Plano Nacional de Vacinação, que, na segunda fase, inclui, entre vários grupos prioritários, os reclusos e funcionários penitenciários.
“A APREJOR saúda o Governo pela oportuna decisão, bastante fundamental para a salvaguarda do direito à vida àquele grupo, mas também para o sucesso dos esforços que toda a sociedade tem desenvolvido no combate à Covid-19”, lê-se num comunicado recebido na nossa redacção, assinado pelo respectivo presidente Serôdio Towo.
Aquela associação, faz notar que a ideia de reduzir as visitas revelou-se ineficaz, porque os funcionários das prisões, fora dos estabelecimentos frequentam vários ambientes, para além de contactos com amigos e familiares, expondo-se eles próprios ao risco de contaminação, podendo, posteriormente, infectar os reclusos.
“Exortamos o Governo a usar de todos os mecanismos de que dispõe para que a segunda fase de vacinação comece o quanto antes, de modo evitar que as prisões se tornem epicentro da Covid-19 em Moçambique. Permitir que tal aconteça seria um enorme falhanço do Estado na sua missão de garantir segurança e saúde aos cidadãos. Aliás, mais do que a de qualquer outro substrato social, a saúde dos reclusos depende a 100% do Estado, porque é o Estado que detém a sua custódia”, destaca aquela organização bastante interventiva na defesa da comunidade reclusa.

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