Venâncio Mondlane diz que aumento do preço de combustível deve ser debatido na AR

DESTAQUE ECONOMIA

O preço dos combustíveis está mais caro em Moçambique, na sequência da última actualização anunciada, esta quarta-feira (20 de Outubro), e o interventivo deputado da Renamo Venâncio Mondlane, defende que é momento para se fazer um debate nacional sobre a situação, pelo que, no seu entender, o parlamento devia tomar dianteira e ser protagonista e vanguardista deste debate nacional que é muito urgente.

A partir desta quinta-feira, o gás de cozinha, que vem sendo promovido como sendo alternativa ao combustível lenhoso, sofreu uma subida de 22%, passando de 58,18 para 71,02 meticais por quilo, enquanto a gasolina sobe 10% de 62,5 para 69,04 meticais por litro, e, por sua vez o gasóleo aumenta 7%, de 57,45 para 61,71 meticais por litro.

Enquanto isso, o gás natural veicular sobe quase 9% de 30 para 32,69 meticais por litro. É o maior incremento de preços de combustíveis dos últimos tempos e as reacções vem de todos os extractos da sociedade moçambicana.

Venâncio Mondlane, deputado da Assembleia da República entende que o que encarece o custo do combustível no país não é apenas a variação do mercado internacional, mas sim a estrutura de preços, que chega a ter uma carga de mais de 50 porcento em impostos.

“Em Moçambique o preço dos combustíveis não é determinado exclusivamente pela componente de variação do preço do mercado internacional. Há estudos que compravam que cerca de 50% da estrutura do custo do combustível tem a ver com a carga fiscal. O nível de imposto que temos nos combustíveis é tão alto que quase metade do que se paga nas bombas é de impostos e o resto é que se compra o combustível e essa é uma discussão que paira em Moçambique”, questionou o deputado.

Mondlane acrescentou que Moçambique não faz uma importação de combustíveis à vista, mas a prazo, normalmente num período de três a três meses, o que levanta estranheza sobre as alegações que apontam para a subida do preço no mercado internacional.

“O combustível que está a ser consumido actualmente, foi importado há três meses, então significa que o impacto das políticas internacionais deve se reflectir no mínimo num período ou espaço de tempo de três meses e muitas vezes esses aumentos são efeitos de problemas de gestão dos processos internos dos combustíveis do que uma racionalidade no custo de adquisição”, sublinhou.

A outra questão tem que ver com o sindicato de importação dos combustíveis que é, segundo Mondlane, outra carga que o país tem que eleva bastante o custo dos combustíveis pela forma como está organizado o processo de importação.

“É um processo monopolista e muito caro para os consumidores. Também tem a questão da gestão das empresas que fazem a marcação do preço dos combustíveis, que são valores astronómicos que são pagos pelo consumidor”, denunciou.

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