Matola inaugura Centro Ecológico que vai transformar lixo em blocos de construção

POLÍTICA SOCIEDADE

O Conselho Municipal da Cidade da Matola inaugurou, na terça- feira, 01 de Fevereiro, um Centro Ecológico que vai transformar garrafas de vidro em material de construção, com destaque para blocos. No novo centro ecológico será implementado o projecto  “Eco Nsila” que resulta de uma parceria entre a edilidade da Matola, a Cooperativa Repensar e a empresa Cervejas de Moçambique.

Nos últimos anos, a gestão dificiente dos resíduos sólidos deixou os munícipes enfurecidos. Entretanto, com a inauguração de centro ecológico onde vai funcionar o “Eco Nsila”, a edilidade vai solucionar um dos crônicos problemas daquela cidade cinquentenária.

Através da iniciativa que resulta da parceria entre o Conselho Municipal da Matola, Cooperativa Repensar e Cervejas de Moçambique, cerca de 1200 toneladas de lixo serão processadas diariamente, através de uma máquina, transformando-se em pó de vidro para posteriormente serem misturados com outros elementos para fabricar blocos de construção.

De acordo com Carlos Serra Junior, representante da Cooperativa Ambiental Repensar, a inauguração do Centro Ecológico é a efectivação de um sonho que começou com campanhas de recolha de cacos de vidro e garrafas nas praias.

“O sonho é transformar o lixo que está nas praias, nos mangais e outros locais em riqueza. A preocupação era onde depositar este lixo. Tenho que construir mais aterros sanitários? Não! A questão deve ser o que eu posso fazer com este lixo”, afirmou Carlos Serra.

Por seu turno, o Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Matola, Calisto Cossa, instou os municípios e as empresas a usarem o centro para benefício próprio, através da venda de garrafas.

“Nós vamos abraçar este projecto, porque todos os dias somos questionados: o que vocês pensam em fazer com o lixo que Matola produz? Sabemos que há soluções a médio e longo prazos, mas os munícipes querem soluções a curto prazo, ou seja, produziram lixo e nós reaproveitamos. Por isso, é preciso ir encontrando essas soluções, no sentido de mostrar que aquilo que nós consideramos lixo é um recurso valioso”, declarou Cossa.

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