Professores da Zona Verde aderem à greve silenciosa em protesto contra a TSU

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Pelo terceiro dia consecutivo, os professores da Escola Secundária da Zona Verde, na Província de Maputo, paralisaram parcialmente as aulas em protesto contra o enquadramento que passarão a ter com a nova Tabela Salarial Única (TSU). Por sua vez, a direcção daquele estabelecimento de ensino preferiu abraçar o silencio em relação a greve silenciosa dos professores.

Alunos dispersos e professores em pequenas reuniões aqui e acolá é o cenário que se verificava nas primeiras horas desta quarta-feira, 02 de Novembro, na Escola Secundária da Zona Verde.

Antes da paralisação das aulas, segundo um professor que falou em anonimato ao Evidências, os docentes tiveram uma reunião com a direcção da escola, mas esta remeteu o assunto para os Ministérios da Economia e Finanças, Ministério da Administração e Função Pública, e Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

“Foi a única forma que encontramos para pressionar o Governo com vista a resolver a nossa situação. Estamos todos aqui, mas decidimos não dar aulas e a direcção está a par do assunto. A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano apelou a calma, mas ainda não vimos nenhuma mudança”, declarou.

Quem ficou prejudicado com a paralisação das aulas foram os alunos que observam que o pelou da Educação deve urgentemente resolver o problema com o corpo docente para não manchar o ano lectivo que caminho a passos largos do término.

“É frustrante vir à escola e não ter aulas. Desde segunda-feira que estamos a gastar dinheiro de transporte sem nenhum retorno.  Os professores não estão a dar aulas. Alguns até estão a distribuir fichas, mas não explicam nada sobre a matéria. Pedimos aos Ministério da Educação para resolver o problema com os professores porque estamos numa classe com exame”.

Depois do caso da Escola Secundária Josina Machel, na Cidade de Maputo, há relatos de outras escolas que entraram em greve silenciosa em todo território nacional.

De referir que, segundo algumas mensagens postas a circular nas redes sociais, os professores pretende atrasar a entrega do aproveitamento do terceiro trimestre para comprometer os prazos dos exames

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