Recentemente, a Associação Médica de Moçambique (AMM) denunciou que os profissionais que aderiram à greve estão a ser alvos de actos violam o exercício de direito à greve por parte das instituições chanceladas pelo MISAU, tendo por isso pedido a intervenção do Provedor da Justiça para repor a legalidade. Entretanto, nesta quinta-feira, 08 de Dezembro, o Governo, na voz do ministro da Saúde, Armindo Tiago, atiçou a rivalidade com os médicos ao tornar público que os profissionais de saúde que aderiram à greve terão faltas e descontos no salário.
A novela entre o médicos e Governo conheceu um novo capítulo nesta quinta-feira, 08 de Dezembro. O ministro da Saúde, apoiando-se nas normas da Função Pública que devem ser cumpridas integralmente, garantiu que os médicos que não se fizeram aos seus postos de trabalho terão faltas e, consequentemente, descontos nos salários.
“Nós fizemos uma análise de três dias, primeiro dia foi 11% de ausências, segundo dia 14%, terceiro dia 13%. Significa que, em termos de dados de falta, ao nível dos hospitais, se mantém, mas, na essência, os hospitais também estão a oferecer todos os serviços, embora em algumas situações haja atraso”, disse Tiago.
O titular do pelouro da Saúde referiu ainda que os médicos que aderiram à greve terão salário, mas, em contrapartida, o mesmo deverá ser descontado consoante ao número de faltas.

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