De acordo com dados da UNICEF, em Moçambique a taxa de trabalho infantil é de 22%, sendo que o garimpo, a prostituição e o comércio informal são apontados como as piores formas de trabalho infantil no país. A Rede da Criança, um Fórum de Organizações Não Governamentais e outras Associações que trabalham na defesa dos direitos das crianças, denuncia que há redes de recrutamento de crianças para o comércio informal em Maputo.
Na zona sul, muitas são as crianças que são tiradas das suas zonas de origem para a Cidade de Maputo com a promessa de emprego ou dar continuidade aos estudos. Contudo, quando chegam ao destino são submetidos a um trabalho humilhante.
A diretora executiva do um Fórum de Organizações Não Governamentais e outras Associações que trabalham na defesa dos direitos das crianças, Amélia Fernanda, denunciou que em Moçambique funcionam redes de recrutamento de crianças para o comércio informal, sobretudo ao nível dos principais centros urbanos do país”.
“Ao nível da cidade de Maputo existem pessoas adultas que se organizaram em redes que albergam e exploram crianças para a prática de comércio informal”, denunciou a directora executiva da Rede Criança
Por outro lado, Fernanda referiu submeter crianças ao trabalho infantil com destaque para o comercio informal é uma prática que constitui uma clara violação dos direitos da criança, tendo igualmente apontado que o comércio informal envolvendo menores também perpetua o ciclo da pobreza.
O Governo, por sua vez, tornou público, através do Ministério do Trabalho e Segurança Social, que há cerca de um milhão de crianças que trabalham em Moçambique e espera vez esta situação minimizada com a implementação do Plano de Acção de Prevenção e Combate às piores formas de trabalho infantil.

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