Última Hora: Profissionais de Saúde anunciam greve de 25 dias a partir de 01 de Junho

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A Associação dos Profissionais de Saúde e Solidários de Moçambique (APSUSM) tornou público, nesta terça-feira, 23 de Maio, que vai paralisar as actividades em todo território durante 25 dias a partir do dia 01 de Junho. No caderno das reivindicações dos profissionais de saúde destacam-se as irregularidades detectadas na implementação da Tabela Salarial Única e a ausência de melhores de condições de trabalho no grosso das unidades sanitárias.

Os Profissionais de Saúde, que lamentaram as dificuldades que enfrentaram ao longo dos últimos anos, estão cientes de que a decisão de paralisar as actividades vai afectar sobremaneira o sector de saúde em todo território nacional.

“Está acção não afectará apenas os pacientes que enfrentarão momentos difíceis, mas todos nós que merecemos i direito à saúde garantido. Os profissionais de saúde têm enfrentado dificuldades em suas funções desde que saem de casa até ao local de trabalho. Mesmo enfrentado condições precárias, eles não deixam de executar suas actividades”, referiu a APSUSM.

Por outro lado, os homens que juraram fazer da vida o seu maior valor referiram que, apesar dos enormes sacrifícios e senso de missão, foram completamente ignorados quando foi implementada a Tabela Salarial Única.

“Nos últimos, a Associação dos Profissionais de Saúde de Moçambique tem alertado sobre a deterioração do Sistema Nacional de Saúde, tendo enviado cartas e pedidos de audiência ao ministro da Saúde, mas não tivemos respostas. No entanto, todos os sacrifícios não são reconhecidos nem valorizados pelo Governo. A implementação da TSU tem sido a prova do retrocesso em relação aos direitos conquistados pelos profissionais da saúde, pois foi proposta e implementada sem a devida participação dos principais beneficiários e afectados”.

A Associação dos Profissionais de Saúde e Solidários de Moçambique aponta que os governantes têm transmitido informações falsas quando são chamados a falar do actual estágio do Sistema Nacional de Saúde.

“Muitas vezes, esse trabalho é realizado com enormes sacrifícios e senso de missão, com objectivo de salvar vidas curar doenças (…) Infelizmente, essa dedicação tem permitido que os nossos líderes transmitam informações falsas de que os hospitais públicos estão funcionando normalmente”.

Os profissionais de saúde declaram ainda que não estão em condições psicológicas, físicas e espirituais para continuarem a fornecer o atendimento e cuidados aos utentes, mas mostraram abertura para dialogar com o Executivo para resolver os problemas que afectam essa classe.

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