O vice – presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Fernando Mazanga, reconheceu que a instituição que chancela os processos eleitorais em Moçambique foi capturada pela elite da Frelimo e apontou o dedo a Dom Carlos Matsinhe pelo péssimo trabalho feito pela CNE nas VI Eleições Autárquicas
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) fez vista grossa as irregularidades registadas no dia da votação e confirmou o triunfo da Frelimo em 64 das 65 autarquias.
Fernando Mazanga, vice – presidente da instituição presidida pelo homem de Deus emprestado à política, não conseguiu conter a sua indignação perante a validação dos resultados anunciados pelas Comissões Distritais de Eleições.
“Nesta qualidade de vice – presidente da CEN não me revejo com esses resultados porque tivemos problemas sérios de procedimentos. Como é que o seu pai estava a ouvir dizer que a sua família está arder e não vai acudir? Como a CNE fica indiferente a todos problemas que apoquentam os moçambicanos? A CNE ficou no ar-condicionado e não foi a nenhuma situação para acudir naquilo que é sua responsabilidade”.
Por outro lado, Fernando Mazanga referiu que tentou chamar Dom Carlos Matsinhe a razão, mas o mesmo acobardou-se e cedeu à pressão da elite do partido no poder
“A responsabilidade da CNE é fazer a supervisão do recenseamento dos actos eleitorais. Significa que independente do trabalho dos tribunais que só intervém numa pequena parte chamada contencioso eleitoral e o resto dos actos administrativos são da responsabilidade da Comissão Nacional de Eleições. Tivemos um trabalho péssimo orientado pelo Dom Carlos Matsinhe. O Matsinhe deixou-se acobardar pelas ameaças que acho que vinha recebendo. Ainda ontem tivemos desavença forte onde o vice – presidente indicado pela Frelimo disse vamos votar, perguntei onde estava a sua consciência para ser orientado pelo membro da Frelimo”, rematou.

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