O Banco de Moçambique, através do seu Governador, Rogério Zandamela, reconheceu, na segunda-feira, 27 de Maio, que há recorrentes falhas de sistema nas transacções bancárias. No entanto, o Banco Central referiu que é da responsabilidade dos bancos comerciais, esclarecer, aos seus clientes, sobre os erros
Em Novembro de 2023, todos os bancos comerciais e instituições de moeda electrónica foram totalmente integrados na rede única nacional e a funcionar exclusivamente na nova plataforma da SIMO Rede, fornecida pela empresa norte-americana Euronet.
De lá a esta parte, as falhas do actual sistema têm sido contínuas nos ATMs, POSs e nas plataformas onlines, deixando os utentes com os nervos à flor da pele. Nesta segunda-feira, 27 de Maio, o Governador de Moçambique reconheceu há constantes falhas de sistema nas transacções bancárias. Contudo, apontou o dedo para os bancos comercias sobre os erros, tendo ainda explicado que há quem deve ser responsabilizado.
“Compete à instituição comunicar essa informação aos seus clientes que estão a sofrer, que estão a ser castigados, de que olha, temos este problema, estamos a fazer isso e vamos ou não compensar. Não há dúvidas, é responsabilidade da instituição com os seus clientes”, esclareceu Rogério Zandamela.
Nos meados do mês curso, com a revisão da Lei nº 14/2014 de 14 de agosto, que aprova a “Organização, Funcionamento e Processo da Secção de Contas Pública”, o Banco Central passou a ser auditado pelo Tribunal Administrativo (TA). Entretanto, na última semana, o Governo retirou o Banco de Moçambique da lista das instituições a serem auditadas pelo TA.
Instando a comentar sobre esta decisão do Executivo, Rogério Zandamela referiu que o Banco Central não tem nada a temer, uma vez que tem um auditor independente.
“Se o Tribunal Administrativo deve ou não auditar as nossas contas, uma auditoria extra, não compete a mim pronunciar-me. A única coisa é que dou-vos os factos, as nossas contas são auditadas e não temos medo de auditoria. Nossas contas são auditadas, publicadas, agora se há outras instituições, isso são outros que devem pronunciar-se”, declarou Zandamela.

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