A Nova Democracia considera as eleições de 09 de Outubro como uma tirania mascarada de liberdade alegadamente porque não se respeitou a vontade e as liberdades do povo moçambicano. A ND diz ainda que as eleições foram marcadas por um processo fraudulento do início até ao fim em detrimento da democracia por aqueles que detém o poder. Aliás, no seu entender, as eleições são um sinal inequívoco de que vivemos uma tirania disfarçada.
O seu posicionamento, em que expressa nos moldes mais veemente o seu sentimento de revolta e indignação, foi feito na tarde desta quinta-feira. A ND entende que as eleições deveriam ser um momento histórico do país para galvanizar a democracia e não “uma farsa”.
“O que aconteceu não pode ser chamado de eleições; foi um golpe contra a liberdade, uma verdadeira humilhação para todos nós que acreditamos que um outro Moçambique é possível. O que vimos nas urnas foi um teatro cruel, onde os manipuladores do poder fizeram de tudo para esmagar a esperança de milhões de cidadãos. Um processo completamente fraudulento, manipulado do início ao fim. Isso não é democracia, é tirania mascarada de liberdade”, lamentou.
A ND levantou igualmente uma série de questionamentos sobre a alegada transparência e pacificidade nas eleições de 09 de Outubro, segundo apontam órgãos estatais e observadores internacionais que no seu entender ignoram enchimentos das urnas a favor de certos partidos (sim, no plural), o que considerou “uma vergonha nacional e internacional, um atentado contra a dignidade do povo moçambicano”. Para salientar a sua desaprovação o partido de Salomão Muchanga remata: “não foi uma eleição, foi um assalto à nossa soberania”.
Face ao cenário que se assistiu em 09 de Outubro até nos dias que correm, a Nova Democracia não tem dúvidas de que “estamos a ser governados por colonizadores que vestem a pele de libertadores, aqueles que preferem ver o país afundado na corrupção e na miséria para manter seus privilégios, matando sonhos de uma Nação Inteira”.

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