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A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) concluiu o contrato de consultoria com a empresa internacional Knighthood Global, um vínculo que teve a duração de três meses e que, conforme os factos, não foi renovado. O fim desta parceria estratégica marca um ponto de viragem para a companhia aérea moçambicana, que agora enfrenta um cenário de incerteza na sua reestruturação, amplificado pela ausência de um balanço oficial dos resultados alcançados. Outro contrato que terminou é o de Dane Kondic, que com visto de trabalho expirado, teve que regressar momentaneamente a Portugal. A sua situação contratual não alterou e o seu vínculo deverá ser estendido por um ano. Na semana passada circularam rumores de que tinha colocado o lugar à disposição na reunião do Conselho de Administração. Na verdade, foi uma interpelação sobre a sua situação contratual e não um pedido de demissão como se chegou a ventilar.
A Knighthood Global, uma empresa especializada em consultoria para o sector da aviação, foi contratada pela LAM para uma intervenção de curto prazo. Os consultores estrangeiros, que se dedicaram às operações da companhia aérea por cerca de 90 dias, já retornaram aos seus países de origem. No entanto, informações indicam que não há clareza sobre o seu possível regresso ou sobre a continuação da colaboração. A não renovação do contrato de consultoria levanta questões sobre se os objectivos estabelecidos para a parceria foram atingidos ou se a direcção da LAM optou por uma estratégia diferente após a fase inicial de avaliação.
O silêncio institucional da LAM a respeito do término do contrato é um facto que merece destaque. Até ao momento, a empresa não divulgou um balanço oficial dos serviços prestados pela Knighthood Global, nem os motivos para a não renovação do contrato. A ausência de um comunicado formal sobre os resultados e os próximos passos da reestruturação priva o público, os parceiros e os funcionários de informações relevantes sobre o futuro da companhia. Essa falta de comunicação contrasta com a necessidade de transparência em um momento de desafios operacionais e financeiros.
A finalização do contrato com a Knighthood Global coincide com a situação do presidente da Comissão de Gestão da LAM, Dane Kondic. Ao contrário da empresa de consultoria, o contrato de Kondic, que liderava a equipa de consultores, está em processo de renovação. Esta distinção sugere que, embora a parceria com a Knighthood Global não tenha sido estendida, a LAM pode estar satisfeita com a liderança individual de Kondic e interessada em manter a sua visão e gestão na companhia.
A sua renovação contratual pode indicar um voto de confiança na sua liderança e uma decisão de consolidar o poder de gestão, em vez de continuar a recorrer a intervenções externas por tempo indeterminado.



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