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O Parque Industrial de Beluluane, está a diversificar e a se tornar cada vez menos dependente da Mozal, a maior fundição de alumínio da África. Actualmente, 60% das empresas instaladas no parque já não prestam serviços à Mozal. Essa mudança foi revelada por Onorio Boane, director-geral do Parque, na Feira Internacional de Negócios (FACIM 2025).
Boane explicou que, embora o parque tenha sido inicialmente criado para hospedar empresas que produziam peças para a Mozal, essa dinâmica mudou: “Hoje, apenas 40% das empresas que estão lá é que servem à Mozal”, afirmou.
A maioria das novas empresas actua em sectores voltados para a exportação e para o mercado doméstico, o que demonstra que a sobrevivência do parque já não está ligada unicamente à fundição.
Com mais de 60 empresas de 20 países, o parque gera cerca de 12 mil empregos. Desses, 8 mil estão em actividades que não têm relação com a cadeia de fornecimento da Mozal, reforçando a sua resiliência.
Ao reflectir sobre o debate em torno da sustentabilidade da Mozal, Boane sugeriu que o modelo de Beluluane sirva de exemplo para o futuro dos grandes projectos industriais em Moçambique. Ele destacou a importância de associar grandes projectos a parques industriais, o que permite o desenvolvimento de cadeias de valor locais e a criação de empregos sustentáveis.
“Por si só, um grande projecto isolado não consegue gerar todos os efeitos desejados”, disse Boane, concluindo que o caso de Beluluane mostra como a diversificação é fundamental para impulsionar a economia local e nacional.



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