Share this
O Presidente da República, Daniel Chapo, aproveitou a sua visita oficial à Argélia para apresentar Moçambique como um destino atrativo para investimentos em sectores estratégicos, incluindo energia, hidrocarbonetos, agricultura, turismo e indústria farmacêutica.
Num encontro com empresários e representantes de empresas públicas e privadas, na manhã deste sábado, em Argel, capital argelina, Chapo destacou o potencial de Moçambique no sector energético, revelando que o País tem em curso projectos avaliados em mais de 50 mil milhões de dólares.
“Mas neste momento estamos a trabalhar para quatro projetos na zona Norte do País. Que são uma das maiores descobertas de gás ao nível do mundo. Estamos a falar de investimentos de cerca de 50 bilhões de dólares nos próximos anos e aqui na Argélia já temos um memorando entre a ENH e a SONATRACH, empresa nacional de hidrocarbonetos argelina. É uma base importante para reforçarmos a formação do quadro, transferência de tecnologia e a parte mais importante é a oportunidade de haver joint ventures entre empresas argelinas e moçambicanas, porque vai haver muitas oportunidades de negócio e nós gostaríamos de fazer esses negócios com os nossos irmãos argelinos pela confiança que nós temos”, disse.
Outro pilar apresentado aos empresários argelinos foi a indústria farmacêutica. Chapo lembrou que Moçambique importa praticamente todos os seus medicamentos e vacinas, e vê a Argélia como um parceiro estratégico para impulsionar a sua produção local.
Com uma linha costeira de 2.700 quilómetros, Chapo sublinhou o potencial turístico de Moçambique, apontando a realização de uma conferência internacional de turismo em Novembro, na província de Inhambane, como um momento para atrair investimentos em hotéis, resorts e ligações aéreas.
“Uma ligação direta entre Maputo e Argel seria um catalisador para o turismo e para os negócios entre os nossos países”, afirmou Chapo, convidando os empresários argelinos a visitarem o País.
Nos corredores de desenvolvimento destacou as oportunidades na logística e no transporte para servir sete países sem acesso ao mar, enquanto na agricultura defendeu a valorização de produtos com tradição moçambicana como a castanha de caju, a banana e o café.
“Moçambique já foi o maior produtor mundial de castanha de caju. Podemos voltar a produzir em quantidades industriais e a Argélia pode ser um dos principais mercados”, sublinhou, captando a atenção de investidores argelinos que já manifestaram vontade de ir a Moçambique dentro em breve.
Visivelmente satisfeito ao ouvir o “ok” dos empresários argelinos, Chapo colocou-se à disposição para recebé-los pessoalmente e mostrá-los as potencialidades que hoje os vendeu.
A terminar o seu discurso, Daniel Chapo apelou à unidade africana para transformar recursos em riqueza partilhada. Chapo concluiu sublinhando que os acordos e memorandos não podem ficar no papel, mas sim implementados para o bem das duas nações.
“Se na luta armada estivemos juntos para conquistar as nossas independências políticas, agora chegou a hora de alcançarmos juntos a independência económica. Moçambique tem recursos, a Argélia tem experiência e tecnologia. Unidos, podemos criar melhores condições de vida para os nossos povos. Temos que sair das palavras para a acção. África em primeiro lugar: os recursos de Moçambique devem servir para desenvolver África, e a Argélia é parte dessa solução”, sublinhou.



Facebook Comments