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Um total de 26.827 candidatos vão disputar 4.790 vagas na Universidade Eduardo Mondlane (UEM) para o ano lectivo de 2026, num cenário de procura crescente pelo ensino superior no país. Do total de vagas, 3.200 são para o regime laboral e 1.590 para o pós-laboral, enquanto 58% dos candidatos são mulheres e 42% homens, segundo dados apresentados esta segunda-feira, pelo departamento de Admissões da UEM.
No conjunto das três maiores universidades públicas do país, UEM, Universidade da Zambézia e Instituto Superior Politécnico, 34.070 candidatos realizarão exames de admissão entre os dias 6 a 9 de Janeiro, em todas as capitais provinciais e em alguns distritos, como Mocuba, Vilanculo, Chibuto e Maxixe.
Segundo a chefe do Departamento de Admissões da UEM, Isabel Guiamba, é importante que os candidatos conheçam antecipadamente os locais de exame e não levem telemóveis ou quaisquer dispositivos eletrónicos, sob risco de desclassificação “Os exames de admissão iniciam amanhã, dia 6 de Janeiro, e vão decorrer até ao dia 9, em todas as capitais provinciais e em alguns distritos. É importante que os candidatos conheçam previamente os locais de exames e cheguem na hora, para evitar atrasos e desclassificação.
Isabel Guiamba esclareceu ainda que o ingresso no ensino presencial é feito através de exames, enquanto o acesso ao ensino à distância decorre por concurso documental, com candidaturas abertas até 16 de Janeiro:
“Para o ensino presencial, o acesso é feito por via de exames de admissão, enquanto que para o ensino à distância o ingresso é feito por concurso documental. Estamos a introduzir novos cursos como parte da nossa estratégia para responder à crescente procura pelo ensino superior.”
Para 2026, a UEM oferece 124 cursos, incluindo cinco novos, com destaque para Engenharia de Petróleo e Gás Natural, Engenharia de Telecomunicações, Ecoturismo e Conservação da Natureza, Psicologia das Organizações e Psicologia das Necessidades Educativas Especiais. Entre os cursos mais concorridos continuam Medicina, Direito, Engenharia Informática, Contabilidade e Finanças, Engenharia Elétrica e Mecânica.
Questionada sobre as medidas que a UEM tem adotado para responder à grande procura por ensino superior, Guiamba afirmou que a instituição tem vindo a realizar reformas curriculares e a criar cursos similares, com o objetivo de aumentar o número de vagas
“Temos trabalhado na reforma curricular e na criação de cursos similares nas mesmas áreas, procurando aumentar ligeiramente o número de vagas, mas sempre salvaguardando a qualidade do ensino.” Concluiu. ( Edmilson Mate)



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