Reduz nível de água e erosão na Barragem de Senteeko, mas vigilância continua

SOCIEDADE
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  • Moçambique e África do Sul continuam a monitorar evolução da situação
  • Na sexta-feira tinham sido ouvidos ruídos de fissuras e erosão acelerada
  • Cerca de 40 mil pessoas em Moamba, Magude, Manhiça e Marracuene em risco

A situação de instabilidade da barragem de Senteeko, localizada na área de Barberton, distrito de Mbombela, na África do Sul, construída sobre o rio Crocodilo, um dos afluentes do rio Incomáti, continua a inspirar sérias preocupações, depois de no princîpio do fim-de-semana engenheiros no terreno terem confirmado a existência de ruídos provenientes de fissuras na estrutura do descarregador antigo, sinal claro de degradação avançada e risco acrescido de colapso. Entretanto, este domingo, o Conselho de Irrigação de Kaap informou que o nível de água na barragem baixou e a taxa de erosão diminuiu, contudo a vigilância continua.

Evidências

Depois de quase uma semana de grande apreensão, finalmente uma notícia amena, O Conselho de Irrigação de Kaap informou, este domingo, que o nível da barragem de Senteeko registou uma descida e que a taxa de erosão num dos seus descarregadores de alívio diminuiu. Apesar da melhoria, as autoridades mantêm a vigilância reforçada no local.

Neste momento, autoridades moçambicanas e sul-africanas mantêm equipas no terreno a monitorar a situação, enquanto o Oficial de Segurança da Barragem e um grupo de engenheiros traçam próximos passos e plano de acção para mitigarem definitivamente o risco.

No local está presente uma equipa de apoio imediato e o departamento responsável já solicitou a mobilização de uma escavadora para reforçar os trabalhos de manutenção e prevenção.

Apesar da estabilização da situação, as autoridades apelam à população local que continue atenta às informações oficiais e mantenha medidas de precaução, dado que o trabalho de contenção e monitoração da barragem continua.

Refira-se que, na última quarta-feira, as autoridades moçambicanas apelaram à evacuação preventiva das populações que vivem nas zonas ribeirinhas do rio Incomáti, que atravessa os distritos da Moamba, Magude, Manhiça e Marracuene, face ao risco iminente de desabamento daquela barragem de terra.

Estima-se que 40 mil pessoas de alguns distritos e localidades de Marracuene, Xinavane, Ilha Josina Machel entre outros, na Província de Maputo, sul de Moçambique, poderão ser afectadas pelo agravamento de cheias e inundações, caso haja colapso.

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