FDEM saúda retoma do Mozambique LNG e destaca impacto na economia nacional

DESTAQUE ECONOMIA
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A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) saudou a retoma efectiva do Projecto Mozambique LNG – Golfinho/Atum, na Área 1 da Bacia do Rovuma, considerando-a um sinal de recuperação da confiança dos investidores e um passo decisivo para o relançamento da economia nacional.

A posição foi tornada pública após o anúncio feito pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que confirmou a retoma do projecto liderado pela TotalEnergies, suspenso desde 2021 devido à instabilidade na província de Cabo Delgado.

Através de uma nota, a FDEM destacou o papel do Estado moçambicano na condução “firme, estratégica e responsável” das negociações que culminaram com o reinício do projecto, sublinhando que a decisão demonstra maturidade institucional, resiliência nacional e capacidade de gestão de desafios complexos, sobretudo no domínio da segurança e da estabilidade regional.

A federação reconhece, no entanto, que a retoma do Mozambique LNG ocorre num momento particularmente desafiante para o país, marcado por cheias e inundações com impactos humanos, sociais e económicos significativos. Neste contexto, defende que o projecto deve assumir-se como um pilar da recuperação económica, contribuindo para a reposição da capacidade produtiva, a criação de empregos, a dinamização das cadeias de valor locais e o reforço das receitas do Estado.

Um dos principais pontos enfatizados pela FDEM é a necessidade de reforço efectivo do conteúdo local. A organização defende que a retoma do projecto se traduza em oportunidades concretas para as empresas moçambicanas, com especial enfoque nas Pequenas e Médias Empresas, através da contratação de bens e serviços, transferência de competências, capacitação do capital humano nacional e inclusão da juventude e da mulher na economia formal.

Para a federação, o Mozambique LNG deve ultrapassar a sua dimensão energética e financeira, afirmando-se como um instrumento de desenvolvimento inclusivo, fortalecimento do sector empresarial nacional e promoção de uma economia mais resiliente, diversificada e sustentável.

A FDEM reiterou ainda a sua disponibilidade para colaborar com o Governo, concessionárias e parceiros estratégicos, defendendo um modelo de desenvolvimento assente na transparência, boa governação, previsibilidade e maximização do impacto económico e social dos grandes projectos.

“Acreditamos que a retoma do Mozambique LNG representa um passo decisivo para a consolidação da paz, da confiança e do crescimento económico de Moçambique”, conclui o comunicado.

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