Corrida presidencial: Alberto Tsamba lança campanha e promete “modernizar e internacionalizar” a Ordem dos Engenheiros

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A Lista A, concorrente às eleições dos Órgãos Sociais da Ordem dos Engenheiros de Moçambique (OrdEM), agendadas para 19 de Fevereiro próximo, lançou esta quinta-feira (05) a sua campanha eleitoral, sob o lema “Unir Gerações e Fortalecer a Engenharia em Moçambique”. A candidatura é liderada pelo engenheiro Alberto Tsamba, actual vice-presidente da Ordem, que promete modernizar e internacionalizar a engenharia moçambicana.

Membro fundador da Ordem dos Engenheiros, disse que a sua motivação para concorrer ao cargo de Bastonário resulta da experiência acumulada desde a criação da instituição.

“Participei na Assembleia Constitutiva da Ordem e acompanhei de perto a sua evolução.  É por essa razão que eu digo que sou um dos membros fundadores. Não só ganhei a experiência sobre o que é uma ordem e como funciona. E isto é uma das grandes motivações que eu tive para, depois, me engajar na ordem.”, explicou.

Entre as prioridades da Lista A, está a consolidação do processo de modernização e digitalização da OrdEM.  Segundo o candidato, a possibilidade de engenheiros e candidatos interagirem com a Ordem a partir de qualquer ponto do país, através de plataformas digitais, constitui um ganho que deve ser aprofundado.

“Hoje é possível candidatar-se, submeter documentação e acompanhar todo o processo online. Este é um marco que precisamos de consolidar”, afirmou.

Tsamba reconheceu, no entanto, que a modernização deve caminhar lado a lado com a inovação, destacando o papel da juventude nesse processo: “Os jovens dominam tecnologias que nós, os mais velhos, já não acompanhamos com a mesma facilidade. Precisamos deles para manter a Ordem actual e dinâmica”, disse.

A Lista A defende ainda o reforço da ética, da competência profissional e da transparência como pilares do exercício da engenharia:  “Não há profissão sem ética. O engenheiro deve actuar com competência, reconhecer os limites da sua especialidade e respeitar o espaço dos outros profissionais”, defendeu, alertando que a falta de ética compromete a credibilidade da classe.

A transparência e a governação democrática da Ordem são igualmente apontadas como fundamentais para fortalecer a confiança dos membros. “Uma instituição só é credível quando é transparente e quando os seus membros se sentem confortáveis e representados”, acrescentou.

A inclusão da mulher na engenharia constitui outro eixo da candidatura. Tsamba destacou a necessidade de consolidar o Comité da Mulher na Engenharia, inspirando-se em experiências regionais onde a participação feminina já apresenta resultados positivos.

No domínio da internacionalização, o candidato destacou a sua experiência regional como presidente das ordens de engenharia da SADC como uma mais-valia para a OrdEM. “Quero colocar essa capacidade ao serviço dos engenheiros moçambicanos, criando mais oportunidades de integração regional e internacional”, afirmou, considerando-se uma ponte para a projecção da engenharia nacional além-fronteiras.

Por fim, a Lista A defende a reintegração e a fraternidade entre engenheiros, incluindo os profissionais mais experientes e já reformados.

“Podemos ter diferenças políticas ou de opinião, mas aqui o nosso partido é a engenharia. Queremos uma Ordem onde os engenheiros convivam como irmãos de profissão, com disputas saudáveis e éticas”, concluiu.

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