MAAP apreende e incinera carne imprópria no mercado de Xipamanine

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O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), através da Direcção Nacional de Sanidade e Biossegurança (DINASAB), realizou esta quarta-feira, uma operação de fiscalização que resultou na apreensão e incineração de 91,5 quilogramas de carne bovina no mercado de Xipamanine, na cidade de Maputo. O produto, considerado impróprio para o consumo humano e de proveniência ilegal, foi detectado durante uma acção conjunta que envolveu a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) e o Município de Maputo.

A carne estava em posse de três comerciantes e não apresentava o carimbo obrigatório de inspecção veterinária nem qualquer documentação que comprovasse a sua origem legal. Para além da falta de registos, os técnicos constataram que o produto se encontrava em condições sanitárias inadequadas, apresentando sinais visíveis de deterioração. Esta intervenção foi desencadeada após um alerta sobre o encerramento do matadouro da Manhiça (Mansa), que operava fora dos requisitos sanitários, e a descoberta de vestígios de abate clandestino em locais improvisados.

Perante a circulação de imagens nas redes sociais sobre carne de origem duvidosa, as autoridades decidiram reforçar a vigilância nos principais mercados da capital, que constitui o maior centro de comercialização de carne do país. No mercado de Xipamanine, a equipa técnica confirmou que a carne bovina apreendida não cumpria os procedimentos legais, como o abate em local autorizado e a inspecção por um profissional qualificado. Devido à gravidade do estado de conservação, o material foi retirado de circulação e imediatamente incinerado para salvaguardar a saúde pública.

O MAAP emitiu um alerta rigoroso, recordando que toda a carne para consumo público deve provir obrigatoriamente de matadouros autorizados e estar sujeita a inspecção veterinária. O Ministério sublinhou que o consumo de carne de animais mortos ou doentes representa um risco grave, especialmente num período marcado por chuvas intensas e cheias, que podem favorecer práticas ilegais e a morte de gado. As acções de fiscalização deverão estender-se a todas as províncias do país, abrangendo mercados e matadouros.

Os infractores que desrespeitarem o Regulamento de Sanidade Animal enfrentaram sanções que incluem multas, apreensão de produtos e o encerramento dos seus estabelecimentos. Ao reafirmar o compromisso com a segurança alimentar, o Governo apelou aos cidadãos para que comprem carne apenas em locais autorizados e denunciem quaisquer práticas de abate ou venda clandestina.

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