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O Governo anunciou, nesta terça-feira, 10 de Fevereiro, que vai concessionar o projecto integrado de expansão e desenvolvimento do Porto de Nacala, na província de Nampula, com o objectivo de maximizar a sua capacidade operacional. Para viabilizar esta iniciativa, o Conselho de Ministros autorizou o Ministério dos Transportes e Logística a lançar um concurso internacional focado nas obras de modernização da infra-estrutura.
Segundo o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, o porto detém uma capacidade de 10 milhões de toneladas anuais, mas manuseou apenas 3,5 milhões em 2024, representando 35% da sua capacidade.
A infra-estrutura destaca-se por possuir três terminais distintos e um canal navegável com mais de 18 metros de profundidade que dispensa dragagem. Inocêncio Impissa explicou que, apesar destas vantagens naturais, o projecto visa a optimização e modernização do porto com os seus respectivos terminais, estabelecimento de uma zona económica especial e portos secos, para atrair investimentos estrangeiros e indústrias, e a construção de uma doca seca flutuante e instalação de apoio.
O porta-voz reforçou a relevância da intervenção ao declarar que, mesmo com essas características, há necessidade de melhorar ainda mais as condições para que as operações ocorram sem restrições.
“ Há necessidade de melhorar ainda mais as condições para que as operações ocorram sem restrições. O projecto integrado de desenvolvimento prevê ainda a optimização e modernização do porto com os seus respectivos terminais, estabelecimento de uma zona económica especial e portos secos, para atrair investimentos estrangeiros e indústrias, e a construção de uma doca seca flutuante e instalação de apoio”, descreveu.
Esta estratégia de expansão alinha-se com a visão de longo prazo para o Corredor de Nacala, cuja importância estratégica foi anteriormente enfatizada pelo Presidente da República, Daniel Chapo. O Corredor de Nacala, que liga o porto de águas profundas à província de Tete e serve como via logística essencial para o Maláui e a Zâmbia, continua a ser uma prioridade para consolidar Moçambique como uma plataforma regional de transporte e comércio.



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