Surto de cólera atinge cinco províncias com taxa de letalidade de 1,3%

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Moçambique registou um total de 70 mortes e 5.242 casos de cólera desde o início da época chuvosa e ciclónica em Outubro passado, afectando com maior gravidade as províncias da Zambézia, Manica, Tete, Nampula e Cabo Delgado. Os dados foram apresentados pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, que destacou uma taxa de letalidade geral de 1,3 por cento, cenário que motivou o reforço das medidas governamentais.

“Esta situação preocupa o Governo e, por isso, orientou os sectores da Saúde; e das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos para intensificar as acções de resposta na provisão de água e saneamento no meio, bem como nos cuidados dos doentes,” disse.

A estratégia adoptada visa interromper a transmissão do vibrião colérico e reduzir os danos à saúde pública, contando já com resultados significativos no plano da imunização. Recentemente, as autoridades vacinaram mais de 1,7 milhões de pessoas em apenas cinco dias nas províncias de Cabo Delgado, Zambézia e Niassa, atingindo uma cobertura de 102 por cento da meta prevista. Paralelamente à vacinação, o Governo tem investido na desinfecção de fontes de água com cloro, na distribuição de purificadores e em campanhas de sensibilização sobre higiene.

Este esforço imediato está integrado num plano de longo prazo, suportado pela Estratégia Nacional de Eliminação da Cólera 2025-2030, aprovada em Setembro de 2025. O projecto, com um orçamento superior a 400 milhões de dólares, tem como objectivo central erradicar a cólera enquanto problema de saúde pública em Moçambique até ao final desta década.

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