FUNDEC defende gestão privada da FACIM para dinamizar negócios e investimento

DESTAQUE ECONOMIA
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A Fundação para Competividade Empresarial (FUNDEC) defende que a Feira Internacional de Maputo (FACIM) passe a ser gerida predominantemente pelo sector privado, como forma de melhorar a organização, atrair mais investimentos e transformar o evento num verdadeiro ecossistema de desenvolvimento de negócios em Moçambique.

A posição foi manifestada pelo presidente da FUNDEC, Agostinho Vuma, que, apesar de fazer uma avaliação positiva da actual edição da FACIM, entende que ainda há espaço para elevar o nível de organização e exploração económica do evento.

“Eu gostaria de ter visto uma feira que é gerida eminentemente pelo sector privado”, afirmou Vuma, defendendo que o Estado deve continuar a desempenhar o seu papel, mas em parceria com o sector privado.

Para o presidente da FUNDEC, a transferência da feira da baixa da cidade para Marracuene deveria permitir que a FACIM evoluísse para além de um espaço de exposição, tornando-se num verdadeiro ecossistema de desenvolvimento de negócios.

Nesse sentido, Vuma defende a criação de condições para a instalação de hotéis, restaurantes e outros serviços na região, de modo a potenciar o impacto económico da feira e contribuir para a promoção de Moçambique como destino de negócios e investimento.

Apesar das críticas, Vuma considera positiva a evolução da FACIM, destacando melhorias na organização e na qualidade das infra-estruturas. Segundo explicou, a actual edição apresenta características que aproximam o recinto de padrões internacionais.

Ademais, destacou igualmente o pavilhão dedicado às micro, pequenas e médias empresas, onde, segundo observou, foi possível identificar oportunidades de parceria entre empresas com diferentes capacidades produtivas.

“Uma tem embalagem, outra tem produto. Esta  interacção pode gerar sinergias e contribuir para melhorar os sistemas de conservação, embalagem e apresentação dos produtos nacionais”, disse.

Produção nacional ganha destaque

Na sua avaliação da feira, Agostinho Vuma destacou também os avanços registados na produção de cereais, particularmente de trigo, na província de Gaza.

O responsável considerou este desenvolvimento um sinal positivo da capacidade de Moçambique responder a choques externos, recordando os efeitos do conflito entre Rússia e Ucrânia sobre as cadeias internacionais de abastecimento.

Vuma referiu a existência de cerca de 700 hectares irrigados na região de Xai-Xai, destinados à produção de trigo, considerando que iniciativas desta natureza podem contribuir para reduzir a vulnerabilidade do país face a perturbações externas.

FUNDEC prepara novo índice de ambiente de negócios

Durante a FACIM, a FUNDEC estabeleceu igualmente uma parceria com uma entidade brasileira para o desenvolvimento de um software destinado a apoiar as suas projecções de crescimento económico.

Segundo Vuma, a ferramenta deverá reforçar a capacidade da instituição de produzir indicadores económicos e apoiar a análise do ambiente de negócios no país.

O presidente da FUNDEC revelou que a instituição está a trabalhar em cerca de cinco índices, entre os quais o Índice de Ambiente de Negócios, considerado um dos mais complexos devido à necessidade de realização de inquéritos e recolha de dados.

A nova plataforma, explicou, permitirá efectuar estimativas mesmo em regiões onde os dados disponíveis ou as amostras são reduzidos.

A expectativa da FUNDEC é lançar publicamente esta nova métrica até ao final deste ano, reforçando a disponibilidade de informação sobre o ambiente empresarial e económico de Moçambique.

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