CAVAME-d: 12 empresas assinam memorandos avaliados em USD 4,2 mil milhões para projectos de processamento

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Naquele que é o segundo dia da CAVAME-d, 12 empresas, entre nacionais e estrangeiras, assinaram memorandos com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), representado pelo respectivo ministro, para desenvolver projectos de processamento de minerais em Moçambique, numa carteira global anunciada de 4,2 mil milhões de dólares. As iniciativas abrangem fábricas e unidades industriais de grafite, cobre, pedras preciosas, vidro, quartzo, areias quartzosas, fluorite, fundição de ferro, carvão e outros materiais avançados, com projectos previstos para Nacala, Tete, Manica e Maputo.

Entre os projectos apresentados, Nacala destaca-se pela concentração de propostas industriais. A Nacala Resources, Lda prevê instalar uma fábrica de processamento de grafite esférico em Nacala-a-Velha, enquanto a Zhijiang Sanning Energy Co., Ltd propõe quatro unidades para processar grafite, titânio, zircão e afénio.

A NACALA PARK MANAGEMENT CO., LDA, por sua vez, vai investir na  implantação de quatro unidades de processamento mineral e de materiais avançados no corredor de Nacala.

Ainda na província de Nampula, a Sandare Resources, S.A. prevê uma unidade de beneficiação e processamento de pedras preciosas em Nacala-a-Velha. A RH Cimentos, S.A., por sua vez, propõe uma unidade de processamento de areias quartzosas, incluindo quartzo rosa, em Nacala.

A carteira inclui igualmente projectos destinados a transformar minerais em produtos utilizados por outras indústrias. A KUNYAN CRYSTECH NEW MATERIALS TECHNOLOGY DALIAN COMPANY LIMITED comprometeu-se a erguer uma unidade industrial de processamento de quartzo para novas energias, de âmbito nacional. Já a Grand Ganges Exploration & Mining pretende promover a valorização local dos minerais 3T (estanho, tântalo e tungsténio), utilizados em diferentes aplicações industriais.

Em Tete, a Chiteng Mining prevê investir 17,67 milhões de dólares numa unidade de processamento de cobre em Moatize, enquanto, a Vulcan Mozambique surge ligada a seis projectos relacionados com o carvão na mesma região.

Manica também faz parte dos planos de expansão industrial. A Auromoz, Lda está associada a um projecto de lapidação de pedras preciosas, enquanto a ZLG Oasis propõe o processamento de fluorite e a instalação de uma fundição de ferro. Em Maputo-Marracuene, a Nova Investimentos prevê uma unidade de processamento de vidro.

Governo terá de prestar contas sobre 4,2 mil milhões de dólares em projectos anunciados em Nacala

Discursando pouco depois de testemunhar o acto de assinatura dos 12 memorandos, Chapo colocou a execução dos projectos apresentados na primeira edição da CAVAME-d sob um compromisso de acompanhamento e responsabilização, ao anunciar que o Governo deverá avaliar, antes da próxima edição, o andamento dos investimentos estimados em cerca de 4,2 mil milhões de dólares.

O Chefe do Estado afirmou que a conferência não deve terminar com a assinatura de memorandos de entendimento ou com a apresentação de oportunidades de negócio. Para Chapo, os compromissos assumidos precisam de ser convertidos em projectos executados, com responsáveis identificados, prazos definidos e resultados mensuráveis.

“Não vamos começar a próxima edição sem primeiro avaliar os resultados concretos desta edição e destes projectos que aqui foram firmados através de 12 memorandos de entendimento”, declarou.

A posição foi apresentada na abertura oficial da Conferência sobre Adição de Valor com Base em Minerais e Recursos Energéticos Disponíveis (CAVAME-d), que decorre de 19 a 24 de Outubro, em Nacala-Porto, província de Nampula.

O Presidente anunciou que a avaliação dos projectos deverá servir para identificar os compromissos que avançaram, os que ficaram paralisados e as entidades responsáveis pelos atrasos.

“Quem é que falhou se uma determinada coisa não andou e tem que ser responsabilizado”, afirmou, defendendo a criação de uma matriz de acompanhamento que permita medir a evolução dos investimentos, o que coloca pressão sobre as instituições públicas e os investidores envolvidos nos compromissos assumidos em Nacala.

Chapo defendeu que, no final da semana da conferência, deverão estar identificados os projectos que avançam, as responsabilidades de cada interveniente, os obstáculos a remover e os prazos para apresentar resultados.

O Presidente criticou igualmente os obstáculos administrativos que, na sua avaliação, dificultam a actividade empresarial, defendendo reformas legais e maior flexibilidade no licenciamento.

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