Nova Democracia acusa elite de branqueamento de capitais resultantes de actividades criminosas

POLÍTICA
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  • Incluindo raptos e tráfico de drogas e órgãos humanos

Numa vigorosa declaração de posição, com o título “BASTA”, a Nova Democracia (ND), liderada por Salomão Muchanga, denuncia o envolvimento da elite no poder em Moçambique em práticas generalizadas de branqueamento de capitais. Segundo o partido, este enriquecimento ilícito da classe dominante está directamente relacionado com a situação de pobreza extrema no País e é um factor que contribuiu para a inclusão de Moçambique na lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) desde outubro de 2022.

A formação política liderada por Salomão Muchanga argumenta que o branqueamento de capitais acelera a disparidade entre ricos e pobres, afirmando que os detentores do poder acumulam vastas fortunas num país marcado pela miséria.

O movimento alega que esta riqueza da elite é extraída de actividades criminosas diversas e convertida em bens patrimoniais de aparência legal.

As fontes dos fundos ilícitos, de acordo com a acusação do Nova Democracia, incluem contrabando, tráfico de drogas e de órgãos humanos, sequestros, esquemas financeiros, exploração ilegal de recursos naturais, terrorismo, caça furtiva e assaltos a bancos.

O movimento sustenta que esses ganhos são disfarçados através da criação de negócios e empresas, bem como da aquisição de uma vasta gama de propriedades, como apartamentos, bombas de combustível, hotéis, clínicas, colégios privados, portagens, transportes privados, supermercados e mansões. O ND chega a afirmar que fundos públicos e doações são alegadamente desviados para projetos que beneficiam individualmente os dirigentes.

O partido tece críticas severas à gestão pública, afirmando que os dirigentes acumulam fortunas superiores às do próprio Estado, que, segundo a acusação, chega a alugar propriedades e serviços que lhes pertencem. O movimento expressa profundo cepticismo em relação às instituições e estratégias de combate à corrupção e ao branqueamento de capitais implementadas pelo Governo. Segundo o ND, essas estruturas seriam, na prática, criadas para benefício próprio daqueles que estão no poder, permitindo-lhes, alegadamente, lucrar com os orçamentos destinados ao combate a esses crimes e à máfia.

A declaração adiciona uma voz crítica ao debate público sobre a necessidade de maior responsabilização e transparência na gestão dos recursos e no combate à criminalidade financeira no país.

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