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O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, Álvaro Massingue, utilizou a abertura da 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2025) para exigir coragem política ao Governo, afirmando que o crescimento económico acelerado depende de reformas estruturais urgentes. Massingue destacou que o setor privado está pronto para investir e transformar a economia, mas necessita de um Estado que seja um parceiro previsível, em vez de um obstáculo. O evento em Maputo, que analisa projetos de 1,5 mil milhões de dólares, serve de palco para este desafio direto ao Presidente Daniel Chapo.
O discurso da CTA focou-se em dois problemas principais que sufocam as empresas: os atrasos crónicos nos pagamentos do Estado a fornecedores e no reembolso do IVA, bem como a emergente escassez de divisas que impede a importação de matérias-primas. Massingue alertou que estas práticas levam o Governo a financiar-se à custa do setor produtivo, minando a confiança e a capacidade operacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (PME), que são a base da economia.
“O sector privado está pronto para investir, empregar, exportar e transformar a economia. Mas precisa de um Estado previsível, reformado e que actue como parceiro de desenvolvimento. Um Estado que não paga a tempo destrói o sector produtivo,” afirmou o dirigente da CTA.
O dirigente defendeu ainda que o Fundo Soberano de Moçambique deve ser utilizado para financiar a industrialização.
“O FSM não pode ser apenas um instrumento de poupança, deve financiar projectos estruturantes, parcerias público-privadas e a industrialização com base no gás”, afirmou.
Ao concluir o seu apelo pela aceleração das reformas e pela responsabilização do Estado, o líder da CTA deixou uma advertência clara sobre a urgência de agir.
‘Não podemos continuar a adiar decisões cruciais. Ou agimos já, com coragem, ou perderemos o futuro,” defendeu.



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