PR diz que o País despede-se de uma “mulher que abriu caminhos”

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta sexta-feira que Moçambique perdeu uma das suas maiores referências históricas, ao despedir-se da antiga Primeira-Ministra Luísa Dias Diogo, durante a cerimónia oficial das exéquias realizada em Maputo.

No “elogio fúnebre”, o Chefe de Estado descreveu Luísa Diogo como “a mulher que abriu caminhos”, sublinhando que a sua vida foi marcada pelo serviço público, competência, sentido de Estado e profundo amor à Pátria.

Segundo o Presidente, a sua morte representa “uma ferida na memória colectiva” e um momento de luto nacional que une moçambicanos dentro e fora do país.

Daniel Chapo recordou que Luísa Diogo nasceu a 11 de Abril de 1958, numa machamba de arroz, na zona rural de Mágoè, província de Tete, destacando que a sua origem simboliza a força, a coragem e a resiliência do povo moçambicano. Economista de formação, fez do conhecimento uma ferramenta ao serviço da construção de um Moçambique próspero e inclusivo.

Ao longo do discurso, o Presidente enalteceu o percurso profissional da Diogo, que iniciou a carreira no Ministério das Finanças como estagiária, ascendendo a cargos de elevada responsabilidade, incluindo Ministra das Finanças e, em 2004, Primeira-Ministra tornando-se a primeira mulher a chefiar o Governo na história do país

Durante o seu mandato, Luísa Diogo destacou-se pela “liderança serena, firme e competente, pela condução de negociações internacionais para o alívio da dívida externa e pela aposta na igualdade de género e no empoderamento da mulher”.

O seu contributo valeu-lhe vários reconhecimentos nacionais e internacionais, incluindo distinções do Banco Mundial, da revista The Banker, da Forbes e da Times Magazine.

O Presidente da República dirigiu ainda palavras de solidariedade à família enlutada, afirmando que “a dor da família é a dor de todo o povo moçambicano”, e sublinhou que Luísa Diogo “serviu sem se servir”, deixando um legado que permanecerá nas instituições do Estado e na consciência nacional.

“Luísa Diogo vive na História e na consciência do Povo Moçambicano”, concluiu Daniel Chapo, afirmando que o seu exemplo continuará a inspirar mulheres, jovens e futuras gerações de líderes no país.

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