Justiça americana nega pedido de liberdade antecipada de Manuel Chang

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A justiça dos Estados Unidos da América rejeitou formalmente o pedido de libertação antecipada submetido pelo antigo ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang. O ex-governante, que cumpre uma sentença de oito anos e meio de prisão, solicitou a saída da cadeia antes do prazo previsto alegando motivos de saúde. Contudo, segundo informações avançadas pela Africa Intelligence, o juiz responsável pelo caso determinou que Chang deverá permanecer encarcerado até ao cumprimento integral da sua pena, que termina em Março próximo.

Para fundamentar a sua elegibilidade à soltura antecipada, Manuel Chang evocou um quadro clínico que inclui hipertensão, diabetes e problemas renais, reforçando o pedido com o facto de ter já 70 anos de idade. No requerimento apresentado, a defesa do antigo ministro sublinhou ainda o seu bom comportamento durante o período de reclusão e assegurou que o mesmo não representa qualquer risco de reincidência na prática de actividades criminosas. Apesar destes argumentos, a magistratura norte-americana manteve a decisão de custódia até ao termo da pena.

Manuel Chang foi condenado em 2023 por crimes de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito do escândalo financeiro das “dívidas ocultas”. A intervenção da justiça norte-americana no caso ocorreu devido aos prejuízos causados a investidores dos Estados Unidos através do esquema criminoso. O percurso judicial de Chang incluiu uma detenção em Joanesburgo, na África do Sul, em 2018, seguida de uma longa batalha de extradição que culminou com a sua deportação para território americano em 2023.

A situação jurídica de Manuel Chang após a sua libertação em Março permanece envolta em incerteza no que toca ao cenário moçambicano. Embora seja alvo de um processo-crime em Maputo relacionado com as mesmas “dívidas ocultas”, ainda não existe clareza sobre se o antigo governante será levado a julgamento em Moçambique após cumprir a pena nos Estados Unidos. O desfecho da sua detenção em solo americano marca o fim de um dos capítulos mais mediáticos da justiça internacional envolvendo figuras do Estado moçambicano.

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