Shafee Sidat processa Carlos Jeque por calúnia após acusações graves na TV

DESTAQUE POLÍTICA
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  • Autarca diz que valor da indeminização vai reverter a favor das vítimas

O presidente do Conselho Municipal de Marracuene, Shafee Sidat, avançou com um processo judicial contra Carlos Jeque, membro do partido FRELIMO e antigo presidente do Conselho de Administração das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), após alegadas declarações que considera infundadas de tentativa de assassinato feitas durante uma entrevista. As acusações foram proferidas no último domingo, em direto na TV Sucesso, e causaram forte repercussão política e social no distrito de Marracuene.

Evidências

Em declarações ao mesmo canal, Sidat qualificou as acusações como calúnia e difamação e anunciou que não aceita o pedido de desculpas apresentado por Jeque horas após a emissão televisiva.

“Trata-se de uma acusação muito grave, que atinge a minha honra, a minha imagem e a instituição que represento. Não podia ficar calado diante de tentativas de sujar a FRELIMO e os seus líderes. Por isso, o processo judicial vai avançar”, declarou Sidat.

Jaque teria dito no referido programa que há um grupo de vândalos que, em conluio com lideranças locais, estariam a engendrar o seu assassinato. Chegou a dizer que expôs o caso ao Presidente da República, ao secretário-geal da Frelimo e ao primeiro secretário, mas nada foi feito para salvar a sua vida.

O caso resulta de uma disputa antiga em torno de uma estrada na zona de Matano, em Marracuene, cuja existência, segundo Sidat, remonta a 1942. A referida via atravessa pelo meio uma propriedade da família Jeque que tenta há mais de 10 anos encerrá-la, mas sem sucesso devido à oposição da comunidade que alega que é uma estrada vital.

O presidente municipal negou envolvimento em actos de vandalização ou tentativas de encerramento da via, alegando que a disputa pelo terreno em causa remonta ao ano 2017, como documentam jornais da época que exibiu em directo, provando que foi muito antes da sua chegada como administrador e mais tarde autarca.

No entanto, considera que mesmo assim tentou mediar o conflito, tendo liderado várias reuniões que tinham como objectivo encontrar um consenso entre as partes. O caso já foi remetido ao tribunal, mas ainda não teve desfecho.

O processo judicial deverá agora ser dirimido nos tribunais competentes, com ambas as partes a afirmarem confiar na justiça para o esclarecimento definitivo do caso. Sidat adiantou, ainda, que caso o tribunal determine indemnização, o valor será destinado a fins sociais no município, incluindo apoio a vítimas acolhidas nos centros de assistência locais.

Enquanto o processo estiver em andamento, o presidente municipal informou que não irá prestar novas declarações, respeitando a orientação do seu advogado. “Já falei tudo no mesmo canal. Não vou me pronunciar enquanto o processo estiver a rolar”, afirmou.

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