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Moçambique enfrenta um agravamento do surto de sarampo, tendo registado 18 novos casos apenas no início de Março. De acordo com o mais recente Resumo Epidemiológico da Direcção Nacional de Saúde Pública (DNSP), o total de doentes subiu para 697 desde o início da actual vaga, a 29 de Julho de 2025. O balanço oficial, que compila dados até ao dia 08 de Março, confirma ainda a ocorrência de uma morte na província de Nampula, evidenciando a perigosidade desta patologia viral.
A distribuição geográfica do surto revela uma forte concentração nas regiões centro e norte do país. A província de Sofala lidera o número de infecções com um acumulado de 238 casos, seguida de perto por Nampula, com 195 registos. As províncias do Niassa e da Zambézia apresentam também números preocupantes, com 115 e 102 doentes, respectivamente. As autoridades de saúde alertam que estas regiões continuam a notificar novos casos semanalmente, mantendo o sistema de vigilância em alerta máximo.
A Direcção Nacional de Saúde Pública reforça que o sarampo é uma doença infecciosa viral aguda e extremamente agressiva, sublinhando que esta é “geralmente grave em menores de 05 anos”. Perante o cenário de propagação, a instituição apela a todos os cidadãos que apresentem sintomas para se dirigirem de imediato às unidades de saúde mais próximas, de modo a conter a transmissão comunitária.
Embora tenham sido realizadas campanhas de vacinação abrangentes entre 2023 e 2024, incidindo sobretudo nas províncias do centro e norte, a persistência da doença preocupa os especialistas. O histórico epidemiológico de Moçambique mostra que, entre Janeiro de 2020 e Junho de 2023, o país já havia notificado 2 565 casos, a maioria concentrada nas mesmas regiões que agora voltam a ser o epicentro do surto. A vacinação continua a ser apontada como a única forma eficaz de prevenir a doença e proteger a camada infantil, que constitui o grupo de maior risco.



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