Diplomacia Económica: ENH mobiliza novos embaixadores para atrair investimentos no sector de hidrocarbonetos

DESTAQUE ECONOMIA
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A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) reforçou a sua estratégia de diplomacia econômica ao partilhar o seu plano de negócios com os novos embaixadores recentemente designados para o Brasil, Índia e Suécia. O encontro, que decorreu nesta quinta-feira, 12 de Março, em Maputo, serviu para alinhar os diplomatas sobre os interesses estratégicos do país e prepará-los para a captação de investimentos internacionais. A reunião foi dirigida pela Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENH, Ludovina Bernardo, que enfatizou a importância dos representantes diplomáticos como pontos focais na divulgação das potencialidades energéticas de Moçambique além-fronteiras.

Durante a sessão, Ludovina Bernardo detalhou as metas específicas para cada uma das regiões de destino dos novos embaixadores. Em relação ao Brasil, o foco está na preparação de um memorando institucional com a Petrobras, a gigante petrolífera brasileira. Para a Índia, o interesse de Moçambique reside na colheita de experiência técnica para viabilizar o processamento e a distribuição de gás doméstico no país. Já no caso da Suécia e dos países nórdicos, a prioridade é dar continuidade as parcerias históricas de formação de quadros, exemplificadas pela longa cooperação com a Noruega. A PCA sublinhou que os diplomatas devem conhecer profundamente o portfólio da empresa para representarem eficazmente a missão da ENH.

Em nome da delegação diplomática, o embaixador Alexandre Manjate, designado para a República Federativa do Brasil, destacou a importância de perceber como vender a imagem da empresa a potenciais investidores.

“ficamos todos maravilhados com a informação prestada do ponto de vista técnico, as previsões de crescimento da empresa e principalmente os volumes de recursos ainda disponíveis no subsolo, ainda por explorar,” disse.

Com 45 anos de trajectória, a ENH encontra-se num momento de transformação, preparando-se para actuar como operadora em toda a cadeia de valor dos hidrocarbonetos. Através de parcerias estratégicas nas bacias de Moçambique e do Rovuma, a empresa consolida-se como o braço económico do Estado num sector vital para a economia nacional. Este alinhamento com o corpo diplomático pretende assegurar que a imagem de Moçambique como destino seguro e rentável para investimentos em gás natural seja projectada com clareza nos mercados internacionais.

 

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