Renamo defende que Moçambique deve pedir ajuda da Comunidade Internacional para combater os Insurgentes

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Reagindo aos recentes ataques na Vila de Palma, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi declarou que era “um mal menor”. Entretanto, o líder da Resistencia Nacional de Moçambique (Renamo), Ossufo Momade, defende que não se pode desprezar o terrorismo que assola a província de Cabo Delgado. Momade insta, por outro lado, ao Governo a aceitar a ajuda internacional na guerra contra os insurgentes.

“Como é possível, perante um massacre em Palma, o Comandante-chefe das Forças Armadas de Defesa e Segurança, que jurou defender os direitos humanos do povo moçambicano, diga: não foi o maior ataque de todos. Num país normal e funcional, basta a morte de um cidadão para o governo accionar todos os mecanismos de protecção e segurança para proteger os cidadãos e infraestruturas. Fica claro que nestes longos anos de independência o Governo nunca priorizou a formação de um Exército a altura de qualquer ameaça à soberania nacional”, disse o líder da Renamo.

O líder do maior partido da aposição em Moçambique critica o Executivo por este nunca ter criado condições a Força Marinha, uma vez que os insurgentes usam barcos para chegar em algumas vilas de Cabo Delgado.

“A situação dramática de guerra que se vive na província de Cabo Delgado, mais agravada pelos ataques no distrito de Palma demonstra que o Governo nunca criou as condições necessárias para proteger o nosso país. Basta observar que a nossa costa marítima não tem nenhuma protecção e a Força da Marinha não tem equipamento capaz de fiscalizar e controlar qualquer entrada e saída de barcos e navios”, observou

Momade ironizou, por outro lado, o facto da Unidade de Intervenção Rápida armar-se até aos dentes quando a população se faz a rua para reivindicar os seus direitos, visto que no presente não se vê essa tenacidade e capacidade bélico-militar no seio das Forças de Defesa e Segurança

“A má lembrança da nossa memória colectiva é a bravura e violência da Força de Intervenção Rápida, actual Unidade de Intervenção Rápida que actua com grande moral combativa, armada até aos dentes, incluindo carros blindados e com capacidade de atirar mortalmente encontra cidadãos civis e indefesos nas zonas urbanas e rurais, apenas por reivindicarem os seus direitos.

Desde 2017 que alguns distritos de Cabo Delgado tem vindo a ser fustigados pelos ataques dos insurgentes. Por entender que o conflito pode atingir províncias como Niassa e Nampula, a Renamo insta o Governo a pedir ajuda internacional para colocar um travão nas investidas dos insurgentes.

“Em defesa da vida das populações entendemos que, sem orgulho, o Governo deve solicitar o apoio da Comunidade Internacional para de forma legal e aberta apoiar Moçambique no combate a estes terroristas. Achamos que recrutar mercenários seja a que pretexto, só vai agravar a situação de insegurança e a vulnerabilidade da nossa soberania. Solicitar esse apoio será aliviar o sacrifício dos militares jovens recém-recrutados que estão a pagar com a sua própria vida o preço desta guerra, sem saber porque estão a lutar. Queremos aproveitar está ocasião para enaltecer o heroísmo e o patriotismo desses nossos filhos jovens recém recrutados, que tudo fazem para defenderem a nossa soberania”, concluiu

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