Depois muitas incertezas em torno do auxílio internacional para combater os insurgentes que desde 2017 tem semeado luto e terror na província de Cabo Delgado, o Governo finalmente aceitou a ajuda estrangeira. Nesta sexta-feira, 09 de Julho, o Governo ruandês anunciou que deu início a mobilização um contingente de mil militares e polícias para a província de Cabo Delgado a pedido do Executivo moçambicano.
Segundo o comunicado do governo liderado por Paul Kagame os 1000 homens que nos próximos dias vão estar no teatro das operações são das Força de Defesa do Ruanda (RDF) e da Polícia Nacional do Ruanda (RNP).
A Força Conjunta trabalhará em estreita colaboração com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e as forças da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) em sectores de responsabilidade designados.
O documento publicado no portal do Governo do Ruanda garante que os 1000 homens que vem à Moçambique com a missão de reforçar as Forcas de Defesa e Segurança na restauração da autoridade do Estado mocambiçano através da realização de operações de combate e segurança, bem como de estabilização e reforma do sector de segurança (SSR).
“Este desdobramento assenta nas boas relações bilaterais entre a República do Ruanda e a República de Moçambique, na sequência da assinatura de vários acordos entre os dois países em 2018, e está alicerçado no compromisso do Ruanda com a doutrina da Responsabilidade de Proteger (R2P) e com a Princípios de Kigali de 2015 para a Proteção de Civis”.
Importareferir que, de acordo com a ACLED, a violência armada na província de Cabo Delgado já provocou mais de 2.800 mortes e 800.000 deslocados.

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