Reconstruir Cabo Delgado custa USD 300 milhões

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Desde a chegada das Forças ruandesas e da SADC, o país ganhou um novo alento na luta contra o terrorismo e algumas zonas foram libertadas. Noutras zonas, mesmo com as infra-estruturas públicas parcialmente destruídas, a população tem regressado a cota e gotas. Para o melhor retorno dos deslocados, o Governo aprovou na última sessão do Conselho de Ministros, o Plano de Reconstrução de Cabo Delgado para o período 2021 – 2024, que, nesta segunda-feira, foi apresentado pelo Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, aos parceiros de cooperação. O plano é avaliado em USD 300 milhões, deste valor, USD 200 milhões são para acções de curto prazo, não superior a um ano.

Na sua intervenção, o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho de Rosário, disse que o trabalho das três forças que se encontram no teatro operacional norte transmite confiança de normalização da vida nos distritos que foram recuperados das mãos dos insurgentes.

“Uma parte da população que havia se refugiado em outros locais já está, gradualmente, a regressar para os distritos de Quissanga, Mocimboa da Praia, Palma e Muidumbe. O regresso da população às suas zonas de origem deve ocorrer em estreita coordenação com as Forças de Defesa e Segurança, de modo a permitir um regresso seguro e condigno”, disse de Rosário.

O Primeiro-ministro adiantou que já foi dado o pontapé de saída da materialização de acções concretas de emergência no âmbito da reconstrução dos distritos do norte de Cabo Delgado, mas considera que deve haver clareza no seio dos intervenientes que se disponibilizam para reerguer Cabo Delgado.

“O trabalho de reconstrução de infra-estruturas e do tecido humano é imenso e precisamos de continuar a reforçar as sinergias do governo, parceiros de cooperação, sector privado e outros intervenientes para agirmos mais depressa. Para agirmos depressa, temos que ter clareza do que deve feito de imediato, a curto e a médio prazos. Temos também que ter clareza sobre quem faz o quê, de entre os intervenientes da parte do governo, dos parceiros de cooperação, do sector privado e sociedade civil (ONGs e confissões religiosas).

Se, por um lado, o governante lembrou que o plano de reconstrução de Cabo Delgado que o governo aprovou é um plano de emergência para recuperação pós-conflito, que pretende criar condições para a reconstrução e funcionamento normal dos distritos recuperados do norte de Cabo Delgado, por outro, reiterou que o mesmo complementa as acções que já estão a ser implementadas na província de Cabo Delgado, no âmbito do Plano Económico e Social (PES) e da ADIN no contexto do desenvolvimento das províncias do norte do nosso país, assim como do INGD no âmbito da assistência humanitária.

O plano apresentado nesta segunda-feira, 27 de Setembro, orçado em USD 300 milhões, sendo USD 200 milhões para a implementação de acções de curto prazo, segundo o Primeiro-ministro, é muito importante para a materialização das acções que o Executivo se propôs a realizar nos distritos de norte de Cabo Delgado.

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