Pathfinder esclarece que demitiu seus profissionais por causa de assédio sexual

SOCIEDADE
  • Após investigação anónima e rigorosa

Num comunicado emitido esta segunda feira, a Pathfinder Moçambique escreve que as informações difundidas sobre alegados despedimentos irregulares não correspondem à verdade, esclarecendo, no entanto, que “as demissões devem-se às alegações comprovadas de assédio sexual que violam as políticas de Anti-Discriminação e Contra o Assédio da Pathfinder”.

Evidências

De acordo com o comunicado, a Pathfinder tem, efectivamente, uma política de tolerância zero em relação ao assédio sexual, bem estabelecida, com um programa de conformidade, incluindo um mecanismo de denúncia, através do qual os colaboradores podem efectuar denúncias anónimas de alegados casos de má conduta.

Para o esclarecimento deste tipo de casos, implementa um processo rigoroso de investigação de denúncias, para determinar se são substancialmente comprovadas e se podem ser averiguadas e validadas, num processo altamente confidencial, visando assegurar uma investigação eficaz e proteger os direitos de todas as partes.

Neste caso vertente, a Pathfinder seguiu as práticas habituais da organização, contratando entidades externas que não tinham qualquer relação com a instituição, incluindo uma sociedade de advogados local, uma empresa de recursos humanos e um tradutor, a fim de evitar comprometer a investigação.

Após a produção dos respectivos relatórios anónimos, contratou uma firma de advogados local para apoiar a instituição na investigação deste caso e aconselhar sobre as especificidades do direito moçambicano, relacionadas com a investigação.

Em concertação com o escritório de advogados, a Pathfinder procurou provas em ficheiros de recursos humanos em papel e sistemas informáticos, tendo sido comprovadas várias das alegações.

“A fim de proteger a identidade dos delatores, e evitar ameaças de retaliação contra estes, a organização desenvolveu um plano coordenado para informar sobre a ocorrência aos doadores e parceiros da organização, ao mesmo tempo que cessou a relação laboral com alguns gestores séniores da organização, incluindo o director nacional”, lê-se no comunicado, que mais sublinha que “as demissões devem-se às alegações comprovadas e que violam as políticas de Anti-Discriminação e Contra o Assédio da Pathfinder”.

Adiante, aquela instituição reafirma o empenho de dar continuidade aos seus projectos em Moçambique, sem interrupções, bem como garantir uma transição pacífica da liderança.

Com efeito, a Pathfinder está, neste momento, empenhada na identificação de um novo director nacional em Moçambique, que tenha laços profundos com as comunidades e que lidere a organização com dignidade e integridade, escreve a empresa, destacando que os valores e políticas da Pathfinder reflectem a sua missão, visando a protecção e promoção dos direitos das mulheres e raparigas, o que requer o tratamento de todas as pessoas com integridade, respeito e dignidade, tanto nos locais de trabalho, como nas comunidades em que a instituição opera.