Os transportadores encabeçados pela Federação Moçambicana dos Transportes Rodoviários (FEMATRO) estão a sensivelmente quatro meses sem ver a cor do dinheiro no âmbito das compensações que foram prometidas pelo Banco Mundial para travar o agravamento da tarifa de transporte de passageiros no ano passado. Se por um lado, Agência Metropolitana de Transportes (AMT) justificou que a demora no pagamento das compensações deveu-se a demora da disponibilização das listas dos beneficiários por parte da FEMATRO, por outro, na voz do seu PCA, Antônio Matos, comprometeu-se a liquidar todas as dívidas que tem para com os operadores até o final do corrente mês de Janeiro, tendo igualmente apelado a calma aos transportes que ameaçam agravar a tarifa.
Há dias, os operadores de transporte público de passageiros manifestaram vontade de agravar a tarifa dos transportes e ameaçam fazê-lo caso a AMT não faça o devido pagamento até ao final deste mês.
Os transportadores se dizem enganados pelo governo porque no ano passado prometeu que tudo faria para pagar seis meses de compensações, mas apenas pagou dois, e desde então não deu nenhuma explicação.
Por sua vez, a Agência Metropolitana de Transportes (AMT) veio a público nesta 5ª-feira apresentar a sua versão; “Quando o ministro disse este dinheiro é para o pagamento de compensações, foi pago, em Maputo, Beira e Dondo. Nós pagamos consoante os dados que tínhamos”, referiu o presidente do Conselho de Administração da AMT, António Matos, citado pelo Jornal o País.
Matos disse que o processo de pagamento começou duma forma tanto quanto embaraçosa porque segundo disse, a AMT pagou as compensações durante os primeiros dois meses a cerca de 2151, entretanto continuavam recebendo novas listas, e isto fazia com que tivessem que pedir de reforços sucessivos de verba nas finanças.
Refere que o Governo parou de fazer os pagamentos para que pudesse recolher todas as listas e fazer os devidos pagamentos ainda este mês.
Sustentou dizendo: “nós vamos pagar este mês. Nós estamos a trabalhar para resolver esta situação que nos aflige a todos nós. Temos consciência de que os operadores têm o problema da rentabilidade da operação, sabemos que temos que trabalhar em conjunto, e estão três opções em cima da mesa para serem avaliadas para que, até ao fim deste mês, tenhamos uma solução.”
Quanto às ameaças de agravamento da tarifa de transportes caso o Governo não pague as compensações, Matos apelou à calma e avançou que está em analise a viabilidade da continuidade do processo.

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