ONU pede mais acção da comunidade internacional para minimizar o drama dos deslocados em Cabo Delgado

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A província de Cabo Delgado vive uma das piores crises humanitárias da sua história devido ao terrorismo. Este fenômeno já fez mais de um milhão de deslocados internos. Para minimizar o drama humanitário na província de Cabo Delgado, as Nações Unidas, através do seu director – executivo para Serviços e Projectos, pede mais acção da comunidade internacional.

Com a chegada das tropas amigas, alguns distritos que estavam nas mãos dos terroristas foram libertados. No entanto, as populações que regressaram as suas zonas de origem clamam pelo apoio, uma vez que perderam tudo na sequência da brutalidade dos grupos armados.

O director-executivo da ONU para Serviços e Projectos, Jorge Moreira da Silva, encontra-se em Moçambique e está de malas aviadas para a província de Cabo Delgado.  Para minimizar o sofrimento dos deslocados, Silva pede mais acção da comunidade internacional.

“Não podemos permitir que a situação de Cabo Delgado se torne esquecida no contexto internacional. Há muito trabalho ainda a fazer que precisa do apoio da comunidade internacional. Não é possível ter bem-estar e desenvolvimento social, económico e ambiental se não houver condições infraestruturas para que as pessoas tenham acesso àquilo de que mais precisam”, declarou Jorge Moreira da Silva após ser recebido em audiência pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, na Cidade de Maputo.

Na qualidade de representante do Governo moçambicano, Verónica Macamo, referiu que a visita do director-executivo da ONU para Serviços e Projectos será uma oportunidade para estreitar relações, tendo, por outro lado, reconhecido que os deslocados estão a sofrer por causa dos terroristas.

“Temos apreciado a forma como nos têm apoiado, no enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas que têm sido severos em Moçambique, mas também no atendimento às pessoas com necessidades, particularmente os grupos que estão a sofrer por causa dos terroristas, particularmente na província de Cabo Delgado. Esta visita vai ser uma oportunidade para trocar pontos de vista e vermos que aspectos estreitar para que a nossa cooperação continue a melhorar”, declarou

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