É hora de Magala deve recolher os seus boleadeiras

EDITORIAL

Face à indisfarçável incapacidade da gestão da FMA, que fracassou enquanto consultor e depois como gestor da LAM, na pessoa do seu dono, Theunis Crous, o governo fez mexidas dignas de saudação, mas perigosas se não houver outras de acompanhamento.

Antes de tudo, Magala precisa assumir que tomou medidas erradas, a FMA não tem nada a ver com gestão de companhias comerciais, se é que entende algo de aeronaves; que estamos aqui diante de caça oportunidades cujo sucesso está dependente do nível de integridade dos contratantes, quanto mais corrupto são os governantes menos preocupados se mostram para escrutinar a integridade e reagem a monitoria dos seus actos com arrogância; que mentiu e assumiu-se como mentiroso, posicionando-se de forma mais firme como advogado de diabo, para além de haver fortes indícios de que beneficiou pessoalmente da má gestão da FMA; que fez vista grossa às denúncias de todos, rotulando a administração de Pó Jorge de sabotadora da FMA, os trabalhadores de contra-resistentes de mudança, a imprensa dos nomes mais horríveis. Foi Magala que abriu espaço à uma empresa que dependia de subconsultores para fazer o mínimo que não evitou beliscar a LAM nos aspectos mais sensíveis (segurança), que focou nas questões de aviões e via cada avaria como oportunidade para alugar o seu próprio, chegando a níveis de alugar aviões que nunca voam, como se vê com cargueiro. Pesa sobre Magala a mesma culpa amputada à FMA, e quando era avisado escondia-se atrás de sua arrogância, que ele confunde com determinação. A hostilidade às chamadas de atenção diante de um problema é um indício de cumplicidade na causa do problema. Só não podemos confirmar as motivações.

 

Depois de reconhecer isso, o Governo precisa dar dinheiro e autonomia à LAM. É saudável a alteração da estrutura de governação corporativa da LAM, deliberada na semana passada, na medida em que dá poderes executivos ao Conselho de Administração, presidido por Américo Muchanga, mas se esta abertura não se verificar a nível político, não será desta vez que a LAM será salva.

 

Acima de tudo, é preciso abandonar arranjos para acomodar a FMA, não haverá qualquer coabitação possível entre um CA e um consultor que não se mostrou qualquer trabalho e passou anos a acusar os que encontrou de incompetentes sem demonstrar a sua própria competência. A FMA assume uma posição própria de mercenária, tem uma postura de concorrência, usa todas armas para ganhar campo, foi o que se viu com as denúncias feitas até aqui, até mensagens nos WhatsApp, circularam textos a apontar nomes de supostos culpados dos problemas de LAM, mas nunca de soluções. O último passo seria a partilha de um relatório sobre o desempenho da FMA, sem manipulações, à semelhança de Magala, a FMA não tem problemas de mentir nas câmaras, deve por isso trazer um relatório auditado.

 

O Governo precisa desfazer a percepção que vai se consolidando, de que é composto de máfias, já basta termos um Presidente da República arrolado em esquemas de corrupção, ministros sem senso de compromisso, sem discursos coerentes e facilmente desmentidos quando cruzado o que falam e que fazem. Os moçambicanos não merecem isso! É preciso salvar a última gota de honra, se ela existe. É preciso olhar a Administração Pública como uma oportunidade de servir e deixar legado que orgulhe no mínimo os netos e deixe o bom nome na história deste belo Moçambique, mais vítima dos seus governantes do que dos criminosos confessos.

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